Autárquicas 2017: Entrevista a Gilberto Borges (PS)

O Candidato do Partido Socialista à Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Rosário, deseja dar continuidade e terminar o trabalho desenvolvido durante este próximo mandato, acreditando que as diferentes remodelações serão uma mais valia para a freguesia, tanto para os moradores locais como para fixar os turistas que a visitam.

Gilberto Borges defende que a falta de emprego e a necessidade de mais habitações na freguesia de Nossa Senhora do Rosário são uma realidade que deve ser pensada rapidamente.

Por outro lado, o candidato do PS, deixa uma mensagem de esperança à população, acreditando que os jovens devem apostar na sua formação para garantirem um futuro melhor.

 

– O que o leva a apresentar a sua candidatura a estas eleições?
Em primeiro lugar, por ter decidido que tenho esta possibilidade de desenvolver o trabalho que comecei, porque é um trabalho que durante quatro anos teve o seu início, mas que, precisa dar continuidade e então resolvi recandidatar-me para ver se consigo concluir alguns dos nossos objetivos que foram traçados.
Há umas certas obras que a freguesia precisa de fazer e que, devido às circunstancias financeiras adversas, que temos passado, não foi possível concluir algumas requalificações. Estamos a falar, por exemplo, da remodelação da Praça do Rosário, da requalificação da Praça de Nossa Senhora da Graça, que a Rua 25 de Abril seja asfaltada, que é uma necessidade para dar melhores condições a quem transita, quer seja de carro, quer seja a pé, mas também falta a retificação do piso do adro da Igreja do Rosário, que está muito degradado. O centro da cidade de Lagoa necessita de mais estacionamento e da criação de um parque de estacionamento junto do complexo de piscinas.

– A freguesia, o que precisa, no seu entender?
Há coisas que a freguesia precisa, mas que, estão fora da área de competência de uma junta de freguesia, são obras que, dado o desenvolvimento turístico que nós temos tido nos últimos anos, são necessárias fazer. Há o passeio marítimo que é uma mais valia aqui para a freguesia, que irá dar, certamente, um outro dinamismo, quer para quem aqui reside, quer quem venha de fora. Principalmente os turistas porque a nossa orla marítima é muito apreciada, mas também, se tiver um acesso mais direto para as pessoas que andam na orla, mais divulgação teríamos e mais captação teríamos do turismo. É uma obra que, em principio, deve avançar no ano de 2018.
A requalificação do Porto de Pescas também é fundamental, para dar melhor condições quer às embarcações, quer aos próprios pescadores para trabalharem em terra. Isto é uma necessidade porque nós temos uma apreciável quantidade de pescadores, que envolve muitas dezenas de famílias e há que dar condições às pessoas, para que elas possam sustentar as suas famílias. Estas são duas obras que nos transcendem, portanto só através do apoio da Câmara Municipal de Lagoa e do Governo Regional, é que se consegue fazer obras dessa dimensão. Como toda a gente sabe, os orçamentos das Juntas de Freguesia são muito fracos e não se pode fazer milagres. As mesmas não se podem endividar, só uma certa percentagem do orçamento é que se pode contrair a divida, mas depois tem que ser paga.
Eu sou daquelas pessoas que não gosta de criar divida para os que vierem atrás pagarem, não é o meu timbre fazer essas coisas.

– Caso seja eleito, o que se propõe a fazer pela freguesia?
Proponho dar continuidade ao trabalho que tem sido feito, desde apoiar as Instituições Culturais, Desportivas e Recreativa, mas também as Paróquias, quer nas suas festas, que em pequenas obras, como temos feito até agora.
Dinamizar as Praças do Rosário e da Senhora do Graça com eventos culturais e musicais, mas também, realizar torneios desportivos, quer seja a título individual ou coletivo. No próximo ano, vamos comemorar os 425º anos da freguesia, portanto, por essa altura, caso seja eleito, pretendo organizar um torneio desportivo para relembrar o aniversário.
Por outro lado, iremos promover exposições temáticas, nas áreas do artesanato, da fotografia, das artes plásticas mas também realizar ações de formação nas diversas áreas, dependendo da necessidade que vier a emergir.
Promover campanhas de sensibilização ambientais e continuar a colaborar com a Cáritas, no sentido de apoiar ao longo do ano as famílias carenciadas da freguesia. Proporcionar um acesso a programas governamentais de apoio à recuperação e reabilitação da habitação degradada.
Por outro lado, temos que diligenciar, junto das entidades competentes, para que sejam construidas mais habitações sociais, pois uma das nossas preocupações é a falta de habitação que existe na freguesia.
Outra preocupação, é a falta de emprego que existe na freguesia, muito embora, haja muitas pessoas que estejam a trabalhar, mas em determinados Programas Governamentais, mas isso não é o futuro. O Futuro é que haja empregos condignos para que as pessoas possam trabalhar, possam sustentar a sua família, possam ter uma vida condigna.
Um hotel na freguesia, também iria dar emprego a muitas pessoas, mas para isso, é preciso que haja investidores privados. Temos uma boa área de restauração mas não tiramos usufruto disso porque, não temos a fixação de turistas aqui. Continuando na área do turismo, a requalificação do Cruzeiro, também achamos que é uma zona que merece outra dignidade, tanto para os turistas, como para as pessoas que frequentam ali a zona. O nosso turismo, é praticamente feito a pé, a maioria dos turistas vêm a pé de Ponta Delgada e não de carro, portanto, se nós criarmos condições para eles passarem mais tempo aqui na cidade de Lagoa melhor, é uma mais valia.

– Que mensagem deixa à população?
A mensagem que eu deixo, é uma mensagem de esperança. Temos que ter a esperança que as coisas venham a melhorar. Estou certo de que, isto venha a acontecer. É importante que as pessoas tenham fé e esperança de que, as coisas vão melhorar e que certamente vai aparecer emprego. Há muitas pessoas desanimadas, que acabam os seus cursos e não conseguem arranjar emprego, mas não podem desanimar. Também conheço muitos jovens que estão a desistir dos estudos por influência das famílias, dizem não valer a pena pois gastam tempo e dinheiro e depois não têm emprego. Isso desmotiva os jovens e é isso que penso, que as famílias não devem fazer. Devem sempre incentivar os jovens o máximo que puderem porque de uma hora para a outra, pode aparecer alguma coisa boa e se não tiverem preparados não vão conseguir. Por exemplo, se o Hospital São Lucas for construido aqui na Lagoa, como está previsto, vai requerer mão de obra, mas é mão de obra qualificada e se não houver qualificação, vão vir de outros lados trabalhar na Lagoa e os nossos ficam para trás, portanto, é isso que as pessoas têm que pensar. Não é solução deixar de estudar mas sim, continuar a estudar. Sabemos que as famílias vivem com muitas dificuldades ,mas também, temos conhecimento de algumas pessoas com muitas dificuldades que conseguem pôr os seus filhos a estudar na Universidade, pelo menos é o futuro que lhe podem dar, já que não lhe podem dar valor monetário ao menos podem dar a inteligência. Acho que a partir daí, os jovens, podem desenvolver as suas capacidades e conseguir algum emprego ou até serem jovens empreendedores e abrirem as suas próprias empresas.

DL/AS

Categorias: Autarquicas, Local, Política

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