Setor piscatório não pode estar isolado do contexto marítimo em que se insere, afirma Diretor Regional das Pescas

O Diretor Regional das Pescas defendeu que o setor piscatório “não pode estar isolado do contexto marítimo mais amplo em que se insere, nem de outras políticas ligadas às atividades marítimas”, acrescentando que “a pesca depende fortemente do acesso ao espaço marítimo e a ecossistemas marinhos saudáveis”.

Luís Rodrigues afirmou, por outro lado, que a economia da pesca “é muito influenciada por tendências relacionadas com o emprego e o desenvolvimento nas comunidades costeiras, designadamente a emergência de novos setores que oferecem oportunidades de reconversão ou diversificação de rendimento”.

Nesse sentido, salientou que “a concorrência pelo espaço marítimo está a aumentar, existindo cada vez mais áreas dedicadas a outras atividades que não a pesca, como, por exemplo, o mergulho”.

O Diretor Regional falava no fórum ‘Pensar a nossa ilha (também) debaixo de água’, no âmbito do projeto ‘Nosso mar, nossa ilha 2017’, que teve como objetivo a reflexão sobre questões relacionadas com o uso responsável e sustentável do Mar, nomeadamente a exploração profissional e lúdica dos recursos marinhos e a preservação dos habitats.

Esta iniciativa, segundo Luís Rodrigues, vai “ao encontro” do Programa de Governo, designadamente no que respeita às “medidas para a sensibilização da comunidade piscatória e da sociedade civil e para a importância de respeitar os oceanos e os seus recursos”.

Luís Rodrigues destacou, nesse sentido, alguns programas apoiados pela Direção Regional das Pescas, nomeadamente o Plano Nacional de Recolha de Dados, o Programa para a Observação das Pescas nos Açores (POPA), a Campanha de Demersais e os projetos COSTA e Discardless, tendo ainda referido que está a ser criado um Plano de Monitorização de Recursos Costeiros na Região.

DL/Gacs

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