Poesia: Passeando no Rosário

PASSEANDO NO ROSÁRIO

Ao Rosário fui passear,
Corri cantos e abrigos
Todos quiseram me abraçar
Porque nunca tive inimigos,
Fui mais para encontrar
Alguns velhos amigos.

De todos tive carinho,
Grandes amigos sem igual
simples como um passarinho
Que nunca a ninguém fez mal,
Abracei o tio Zé Zanguinho
E o amigo José Cabral.

Gente amiga e serena
Até eu não queria vir embora,
Falei com o amigo Melena
E o velho amigo Manuel Chora,
Mas vim com um pouco de pena
Porque o relógio marca a hora.

Com o Redondo também falei
Foi gente honesta e de trabalho,
Outros tantos encontrei
Num abraço de agazalho
Nesta visita também abracei
O amigo João Carvalho.

A sala de jogos fui visitar
Isto tudo numa visita só,
Muitos reformados fui encontrar
Em mesas limpas e sem pó,
Estavam todos a jogar
Ao velho jogo do dominó.

São todos muito boa gente
Povo de bom coração,
Falam sempre alegremente
Com amor e com paixão,
Homens de antigamente
Filhos de outra geração.

Fiz o que era necessário
Ali continuamos velhos laços,
Nada fizemos de contrário
Juntos demos os mesmos passos
Para os amigos do Rosário
Vos deixo grandes abraços.

 

Por: João Silvério Sousa
(Publicado na edição impressa de agosto de 2017)

Categorias: Poesia

Deixe o seu comentário

Your e-mail address will not be published.
Required fields are marked*