Açores terão acesso a serviços inovadores com base na observação da Terra aplicada ao mar

O Diretor Regional da Ciência e Tecnologia afirmou esta quarta-feira, dia 12 de julho, em Oeiras, que projetos europeus como o MARINE Earth Observation são “determinantes” para criar condições para que “os Açores se afirmem como um local preferencial para a implementação do conceito de ‘laboratório vivo’, garantindo acesso a tecnologias de vanguarda”.

Bruno Pacheco, que falava à margem do evento ‘MARINE Earth Observation Open Market Consultation & Brokerage Event’, organizado pelo Fundo Regional para a Ciência e Tecnologia, salientou que os Açores encaram a participação neste consórcio europeu como uma “forma de capacitar o sistema científico-tecnológico regional com meios e acesso a equipas que, de outra forma, seriam difíceis de alcançar”.

Segundo o executivo regional, o MARINE Earth Observation, financiado pelo H2020, prevê a contratação, através de concurso público internacional, de aplicações e de serviços tecnológicos nas áreas das pescas, oceanografia, segurança marítima e controlo de fronteiras para as áreas do Mediterrâneo e do Atlântico Norte, envolvendo as principais indústrias europeias na área da observação da Terra aplicada ao mar, bem como pequenas e médias empresas e ‘startups’.

Este concurso público será lançado durante o terceiro trimestre deste ano, disponibilizando cerca de 4,4 milhões de euros, num esquema inovador de financiamento denominado de ‘Pre-Commercial Procurement’, que irá selecionar duas propostas entre, no mínimo, seis propostas.

O Diretor Regional salientou que “este mecanismo promove o cruzamento de interesses entre os setores público e empresarial, potenciando o surgimento de projetos privados para dar resposta às necessidades detetadas”.

No ‘MARINE Earth Observation Open Market Consultation & Brokerage Event’ estiveram presentes sete dezenas de participantes de 20 países, bem como ‘startups’ ligadas aos centros europeus ESA-BIC, uma iniciativa de incubação de negócios da Agência Espacial Europeia.

Para o Diretor Regional, esta é uma “oportunidade única” para os Açores se afirmarem num dos mercados tecnologicamente mais competitivos da Europa, “contribuindo com o desenvolvimento de soluções inovadores e disruptivas”.

O MARINE Earth Observation tem a duração de quatro anos, sendo o Fundo Regional para a Ciência e Tecnologia responsável pela elaboração de um plano de salvaguarda da propriedade intelectual e industrial decorrente da execução do projeto.

A participação do Fundo Regional para a Ciência e Tecnologia resulta de um processo de consulta aos departamentos da Região com potencial interesse na área, nomeadamente as direções regionais das Pescas, dos Assuntos do Mar e dos Transportes, a Inspeção Regional das Pescas e a Portos dos Açores, contando também com o acompanhamento e apoio técnico-científico da Universidade dos Açores.

DL/Gacs

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