Escoteiros de Nossa Senhora do Rosário defendem a igualdade numa relação de simbiose com a natureza

O Jornal Diário da Lagoa foi ao encontro dos escoteiros de Nossa Senhora do Rosário, mais precisamente do Grupo 96 Lagoa, de forma a perceber o funcionamento do mesmo e dar a conhecer as diversas atividades.

O grupo surgiu em 1974, quando António Manuel Silva Conceição, que na altura era o caminheiro do grupo 80 de Ponta Delgada, veio trabalhar para a Lagoa.

No dia 19 de janeiro de 1975, António Conceição assume o primeiro compromisso de honra, ainda como núcleo do grupo mencionado, sendo que, com a saída do fundador, o grupo desapareceu, deixando, no entanto, a chama do escotismo acesa.

Em 1982, o grupo renasce já independente, com Carlos Alberto Santos, e a 31 de outubro de 1983 é oficialmente inaugurado com a designação de Grupo 96 Lagoa, assumindo a chefia o escoteiro Adriano Cymbron, em 1990.

Atualmente, o escoteiro Rui Gaspar assumiu a chefia do grupo em 2002, exercendo as suas funções há mais de 15 anos.

O chefe Rui Gaspar recorda com agrado “as vivências enriquecedoras que teve enquanto escoteiro e agora como dirigente ao ver os jovens crescer no mundo do escotismo”.

“O escotismo transmite valores essenciais e transversais à vida quotidiana, sensibiliza as crianças e jovens como cidadãos, enaltecendo as qualidades de cada um, dando-lhes oportunidade de aprender através da prática”, salienta o chefe do Grupo 96 Lagoa.

Os escoteiros de Nossa Senhora do Rosário identificam-se pelo lenço com base branca, símbolo de apadrinhamento do grupo 80 de Ponta Delgada e faixa vermelha, simbolizando a cor do brasão da freguesia do Rosário.

Atualmente, conta com 20 elementos subdivididos em três divisões: alcateia, tribo de escoteiros e tribo de exploradores.

O grupo é bastante dinâmico e prima pelas atividades de voluntariado, tais como a recolha para o Banco Alimentar e a limpeza da Orla Marítima. Por outro lado, o relacionamento familiar é sempre importante para os escoteiros da freguesia do Rosário, celebrando, anualmente, festas alusivas à relação familiar, nomeadamente: o Dia do Pai, Dia da Mãe, aniversário do grupo, Halloween e o Natal.

Apesar de ser um grupo não religioso, por acreditar que todas as pessoas são bem-vindas e iguais, independentemente da sua religião, anualmente os escoteiros participam na guarda de honra e na procissão de Nossa Senhora de Fátima, bem como nas festividades de Nossa Senhora do Rosário.

Todos os anos, o grupo realiza um acampamento com todas as divisões e várias viagens já foram realizadas. Nomeadamente, já se deslocaram a Portugal continental, às ilhas do Pico, Faial e Santa Maria. No ano passado, visitaram as ilhas do grupo ocidental e este ano o destino está “no segredo dos deuses”.

“Hoje em dia, a maior dificuldade do grupo prende-se com a variedade de oferta que as crianças e os jovens têm ao seu dispor para ocupação dos tempos livres. Porém, o escotismo não se resume a ocupação dos tempos livres”, explica Rui Gaspar relativamente à motivação e captação dos jovens.

O escotismo é uma escola de cidadania onde se incutem valores de partilha, interajuda, companheirismo e igualdade numa relação de simbiose com a natureza e citando o fundador do escotismo, Baden Powell: “deixa o mundo um pouco melhor do que o encontraste”.

DL/AS

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