VIII Grande Prémio Liberty Seguros Açores na estrada já esta sexta-feira

A oitava volta a São Miguel em bicicleta da Liberty Seguros irá para a estrada de 2 a 5 de junho e conta com a representação de 15 equipas e 93 atletas.

Decorreu esta quinta-feira, dia 1 de junho, no Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel – Nonagon, na Lagoa, a conferência de imprensa de apresentação do VIII Grande Prémio Liberty Seguros Açores.

A edição deste ano conta com 23 atletas do continente, 13 da ilha da Madeira, 9 da ilha da Terceira, 4 do Faial e 44 inscritos de São Miguel, num total de 93 atletas.

No dia 2 de junho, o prólogo irá ser realizado em Ponta Delgada, num total de 2,2 km, sendo que a etapa da Ribeira Grande – Nordeste, dia 3 de junho, terá um total de 72 km. A prova mais longa será no dia 4 de junho, Ponta Delgada – Lagoa do Fogo, com 77 km e finalmente, no dia 5 de junho, a etapa Lagoa – Furnas – Ribeira Grande – Lagoa, será de 76 km, contando assim com atletas que deixam antever uma competição de grande nível.

Para o presidente da Associação de Ciclismo dos Açores (ACA) e diretor da organização, Jorge Medeiros, esta prova de ciclismo permite, com atletas amadores, divulgar a ilha de São Miguel e promover o turismo.

O Grande Prémio Liberty Seguros Açores proporciona, para além da modalidade desportiva, o desenvolvimento do turismo açoriano e a divulgação das fabulosas paisagens da ilha de São Miguel, sendo este evento comparado com o Azores Airlines Rallye.

Este ano e com o desafio lançado pelos atletas açorianos, haverá um prémio atribuído ao “Melhor Atleta Local”, onde todos os atletas afiliados à Associação de Ciclismo dos Açores serão considerados, sendo que o melhor atleta federado será distinguido.

A Liberty Seguros patrocina a prova desde o seu início e segundo João Pinto, gerente do Espaço Liberty Seguros Açores, esta prova amadora de ciclismo tem vindo a evoluir de tal forma que aparenta um crescimento quase profissional.

Por outro lado, para Elisabete Tavares, vereadora da Câmara Municipal de Lagoa, esta prova desportiva tem permitido salientar uma aposta de turismo de natureza, sendo uma modalidade cada vez mais primordial que ultrapassa as fronteiras da insularidade dos Açores.

Um dos parceiros primordiais do Grande Prémio Liberty Seguros Açores, é a companhia aérea açoriana, Azores Airlines, que tem ajudado no transporte dos ciclistas e material necessário para a prova, nomeadamente as bicicletas dos mesmos. A greve de tripulantes de cabine da SATA, esta quinta-feira, dia 1 de junho, e sexta-feira, dia 2, prejudicou a deslocação dos ciclistas, provocando alguns inconvenientes para as equipas. Assim, foi necessário que as equipas se deslocassem para São Miguel mais cedo do que aquilo que estava previsto, acarretando mais despesas e talvez limitando a vinda de uma ou duas equipas. De forma a adaptar-se e a fazer face a este inconveniente, a ACA decidiu que o prólogo não irá contar para a classificação geral e a primeira etapa de sábado terá início um pouco mais tarde do que aquilo que é habitual, sendo a largada às 15h00.

“Este ano, não estando presente a equipa da Liberty, obviamente que era uma referência em termos de andamento, mas também abre espaço para as equipas que estão aqui novamente este ano, porque a luta será toda ela mais aberta”, explica Jorge Medeiros, salientando que em 2017 é mais difícil definir um favorito, havendo um lote de favoritos bastante largo com mais de 10 ciclistas.

Jorge Medeiros em declarações ao Jornal Diário da Lagoa, explicou que o Grande Prémio Liberty Seguros Açores não tem uma prova de contra-relógio, pois quem vem de fora da ilha de São Miguel não tem possibilidade de trazer duas bicicletas, sendo necessário uma bicicleta aerodinâmica para esta prova específica. Por razões de igualdade, e como todos os atletas têm que correr nas mesmas condições, esta prova não tem lugar de ser.

A volta em bicicleta à ilha de São Miguel permite o conceito de equipas mistas, onde uma equipa maior recebe atletas de outra equipa fazendo a junção de duas equipas. Deste modo, os atletas que não podem vir com a sua equipa, e com o acordo das outras, juntam-se, sendo que, na classificação geral individual, o que conta é a equipa de origem do ciclista. Por motivos de insularidade, este conceito aparece mais vezes nos Açores do que no continente, principalmente porque muitas equipas vêm de vários pontos de Portugal.

Finalmente, o presidente da Associação de Ciclismo dos Açores pede a máxima compreensão dos condutores de automóveis relativamente aos ciclistas, por motivos de segurança e de forma a apoiar o VIII Grande Prémio Liberty Seguros Açores.

DL/AS

Categorias: Desporto

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