Lagoa inaugura Casa do Romeiro

No próximo domingo, pelas 17h00, será inaugurada a Casa do Romeiro, sita à Rua da Praça em Santa Cruz. Um novo núcleo que representa uma homenagem a todos os romeiros da ilha e a valorização de uma manifestação religiosa multi-secular que surge no século XVI como uma prece que procura a proteção divina para os terramotos e erupções vulcânicas que assolavam a ilha e, perdura até hoje na forma de uma peregrinação quaresmal, refere uma nota da autarquia enviada à nossa redação.

Recorde-se que as romarias micaelenses constituem uma forma de expressão cultural que pela sua relevância e ancestralidade integram a categoria de património cultural imaterial, reconhecimento que a Câmara Municipal de Lagoa pretende ver consagrado junto da UNESCO, organização que desde 2003 valoriza este tipo de expressões, o que fundamenta a intenção da autarquia de instruir o respetivo processo de candidatura.

A abertura da Casa do Romeiro vem, deste modo, contribuir para o conhecimento e preservação das tradicionais romarias quaresmais micaelenses, refere a mesma nota.

O edifício, cedido pela Câmara Municipal de Lagoa à Associação Movimento de Romeiros de São Miguel, ao abrigo de um protocolo celebrado entre as duas entidades, abrigará também a sede daquela associação.

No dia em que a Casa do Romeiro abre ao público, e integrado no programa da sua inauguração está prevista, pelas 20h30, a conferência “Romeiros de São Miguel, a História de Uma Tradição Secular”, proferida pela Doutora Cármen Ponte, seguindo-se, pelas 21h00, a exibição do documentário “Romeiros do Arcanjo – Herança de Fé”, da autoria de Fernando Resendes e Raul Resendes, atividades que decorrerão no Cine Teatro Lagoense Francisco d’Amaral Almeida.

A Casa do Romeiro abrigará um núcleo expositivo que integrará o futuro Museu de Lagoa e terá patente uma exposição celebrativa das romarias quaresmais micaelenses, que aborda, numa perspetiva pedagógica, a sua génese e evolução ao longo do tempo. O discurso museográfico reflete a estratégia da edilidade de, por um lado, preservar as nossas tradições e enriquecer culturalmente os visitantes e, paralelamente, de enquadrar o fluxo de turistas estrangeiros, recorrendo à disponibilização bilingue de toda a informação patente ao público.

DL/CML

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