Lagoa é um exemplo de liderança no feminino e encontra-se na vanguarda da igualdade de género

Começam a ser visíveis os sinais de mudança no âmbito da participação ativa das mulheres, no modo particular na política.

No caso concreto da Lagoa, pela primeira vez, é uma mulher que preside os destinos da autarquia, onde trabalham diariamente 34 mulheres, das quais duas ocupam cargos de chefia e quatro compõem o gabinete de apoio à presidência.

Os números foram apresentados por Cristina Calisto Decq Mota, presidente da Câmara de Lagoa, que falava na conferência “Estratégias  europeias para a igualdade do género”, numa organização do Departamento Nacional das Mulheres Socialistas (DNMS), que decorreu este sábado, dia 18 de março, no Cine Teatro Lagoense.

No seu discurso, na abertura do evento, a edil recordou que o executivo camarário é composto por sete elementos, sendo quatro mulheres. A Assembleia Municipal é presidida igualmente por uma mulher, sendo composta por 26 membros, dos quais onze são mulheres. Nas Juntas de Freguesia, dos cinco presidentes, duas são mulheres e nas Assembleias de Freguesia em cinco, quatro são mulheres.

Nos dados apresentados neste encontro, Cristina Decq Mota recordou ainda que das mais de três dezenas de instituições do concelho, a maioria são lideradas por mulheres.

Para a autarca, a Lagoa é um exemplo de liderança no feminino e encontra-se claramente na vanguarda da igualdade de género, tendo sido o primeiro município a implementar o Plano Municipal para a  Igualdade.

Cristina Calisto diz ser imperativo acabar com situações de exclusão motivadas por casos de racismo, de exclusão no trabalho, desigualdade de género, entre outras. Considerando serem estas situações que devem obrigar a atuar como agentes de intervenção de igualdade para todos.

Refira-se que esta conferência insere-se no cumprimento da missão do DNMS de alertar para as desigualdades e apontar soluções para atingir uma progressiva igualdade de género.

A Conferência contou com dois painéis, um sobre “Igualdade de género como motor de mudança na sociedade”, moderado pelo jornalista Rui Goulart e outro intitulado “Liderança feminina nos centros de decisão” moderado por Lina Silveira, membro do secretariado do DNMS, politóloga, Consultora e Coach Executiva.

Da lista de oradores fizeram parte Margarida Marques, Secretária de Estado dos Assuntos Europeus que falou sobre a “Igualdade de género no contexto do debate sobre o futuro da UE: a dimensão regional”; Rui Bettencourt, Secretário Adjunto da Presidência para as Relações Externas que abordou o tema da “Construção de uma identidade europeia e regional pela igualdade do género”; Edite Estrela, Presidente da Mesa da Comissão Política do DNMS e deputada à Assembleia da República que abordou a questão da “Linguagem como organizador social para a igualdade de género”; Elza Pais, Presidente do Departamento Nacional das Mulheres Socialistas e Deputada à Assembleia da República, que abordou o tema  das “Mulheres  na tomada de decisão política e económica”; Porfírio Silva, Secretário Nacional para a Educação e Ciência, que falou sobre a “Igualdade do género na robótica e na era digital”; Andreia Carreiro, Diretora Regional da Energia, que falou sobre “A contribuição feminina para a inovaçao tecnológica aplicada à energia”.

No encontro participou ainda Alexandre Pascoal, Presidente do Conselho de Administração do Teatro Micaelense que fez o comentário ao filme “As Sufragistas, exibido num terceiro momento desta conferência, assim como Edite Estrela.

De destacar ainda que a sessão de abertura contou ainda com a intervenção de Carlos César,  Presidente do PS, Presidente honorário do PS/Açores e atual líder parlamentar do PS na Assembleia da República.

DL

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