Artur Lima diz estar aberto ao diálogo

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O Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP Açores, Artur Lima, não quer acreditar que o Governo esteja “cansado” ou com “falta de criatividade”, mas regista que, “no início de um novo ciclo, era de se almejar esperança, capacidade de inovação, dinamismo e prospetiva para um futuro melhor para os Açores e para os Açorianos” que não se encontram nas propostas de Plano e Orçamento para 2017.

Numa intervenção, no arranque do debate parlamentar sobre os documentos provisionais da Região, Artur Lima afirma que “não há ideias” e que “não se consegue encontrar definido um rumo, nem sequer um objetivo, para o desenvolvimento da Região”.

Numa análise à proposta de Orçamento, Artur Lima criticou “o aumenta do emprego público” e “um acentuado aumento de impostos – disfarçado de uma suposta preocupação com o serviço regional de saúde” (através do aumento significativo da carga fiscal sobre o tabaco), registando que este aumento fiscal “não se preocupa com os doentes, mas com as cada vez maiores dívidas dos Hospitais e da SAUDAÇOR”.

Quanto ao Plano de Investimentos, os democratas-cristãos realçam quebras previstas de 200 mil euros nas políticas de incentivo à empregabilidade e uma redução de 5,6 milhões de euros no investimento para a Agricultura e as Pescas.

Nesta intervenção, Artur Lima reforçou que, “com base em algumas destas preocupações, o CDS vai apresentar propostas de alteração aos documentos”, enumerado “a CIRURGE – Plano Urgente de Cirurgias – um plano para realização de cirurgias extra SIGICA e Vale Saúde, visando o combate imediato às listas de espera das especialidades mais críticas, nomeadamente aquelas em que os doentes estão em espera superior há 18 meses”. Referiu também “ser fundamental aumentar em 10% o complemento açoriano ao abono de família para crianças e jovens (boa proposta dos governos socialistas), passando este complemento para mais de 16 euros” e, por fim, destacou “a criação do Orçamento Participativo da Região, facultando aos cidadãos o poder de decisão direta sobre a utilização de verbas públicas”.

Neste sentido, e apesar do olhar crítico sobre algumas áreas da governação, o Líder Parlamentar do CDS afirma que os populares partem para “esta discussão, como sempre, aliás, sem pré-anúncios de votos, nem dogmas que nos impeçam de ver melhoradas as políticas públicas regionais. Primeiro analisamos; depois debatemos; por fim decidimos”.

DL/CDS

Categorias: Política

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