Governo Regional é passivo e negligente na gestão e exploração do mar dos Açores, diz CDS

CDS PP Assembleia deputado Aonso Miguel debate fev17

O Deputado do CDS-PP Açores, Alonso Miguel, criticou o que diz ser “a passividade do Governo Regional” na definição clara da gestão partilhada do mar dos Açores e de “negligenciar” a participação ativa e proativa da Região em consórcios internacionais que pretendem proceder ao levantamento e exploração dos recursos marinhos existentes no mar adjacente ao arquipélago.

Numa Interpelação sobre o mar e economia azul, suscitada pelo CDS-PP, Alonso Miguel lembrou que “caso a pretensão Portuguesa de alargamento da plataforma continental seja aprovada serão adicionados ao espaço sob jurisdição portuguesa cerca de mais 2,15 milhões de km2, sendo que grande parte dessa área se deve à localização geográfica dos Açores”, sendo assim “por demais evidente, a importância dos Açores na dimensão marítima de Portugal”.

Neste sentido, frisou, “é de extrema importância que possamos proteger o nosso mar e os seus diversos recursos”, num exercício de “antecipação de um enorme potencial ao nível dos diferentes recursos existentes na Plataforma continental de Portugal, como por exemplo, recursos minerais, energéticos, biológicos e genéticos”.

Alonso Miguel salientou que, na sequência de prospeções antigas, já foram identificados nos campos hidrotermais ativos (Menez Gwen, Lucky Strike, Saldanha, Rainbow e Moytirra) “Sulfuretos Polimetálicos, onde há potencial para o aparecimento de recursos como cobre, zinco, chumbo, estanho, ouro e prata” e que existem ainda “outros recursos não vivos que podem ser encontrados também na ZEE Portuguesa e na zona de extensão da Plataforma Continental, tais como Crostas de Ferro e Manganês (associadas a montes submarinos, onde potencialmente existem recursos como Cobalto, Níquel e Terras Raras), Nódulos polimetálicos (que surgem nas zonas de planície abissal, que têm como potenciais recursos manganês, níquel e cobalto) e ainda vulcões de lama (que ocorrem junto às margens continentais e que potenciam o aparecimento de metano)”. Por outro lado, advertiu, “também ao nível dos recursos vivos, existe um grande potencial na plataforma continental de Portugal, nomeadamente no que diz respeito à fauna, bactérias e fungos que vivem no solo ou no subsolo e que são potenciais recursos para exploração, por exemplo, pelas indústrias farmacêutica, de cosmética e de diversas engenharias, tendo, portanto, grande potencial em termos do crescimento da economia azul”.

Para os populares açorianos “a exploração mineira dos fundos marinhos profundos evoluiu de apenas uma possibilidade remota, para uma realidade provável, apenas no espaço de uma década, pelo que agora, mais do que nunca, temos de nos preparar para esta realidade cada vez mais eminente”.

DL/PCP

Categorias: Política

Deixe o seu comentário

Your e-mail address will not be published.
Required fields are marked*