Quota de goraz redistribuída de uma forma mais “justa”

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Governo e representantes dos pescadores açorianos reunião esta segunda-feira, dia 16 de janeiro, na cidade da Horta, com o tema da quota do goraz em cima da mesa, sendo que o objetivo passa por chegar a acordo sobre uma redistribuição mais justa e equitativa das 507 toneladas afetas à região.

Segundo o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Gui Menezes, que falava à margem deste encontro, essa redistribuição passa a ser feita com um teto máximo a cada trimestre, por embarcação, sendo que nenhuma embarcação poderá ter mais de 2% da quota global dos Açores. Foi proposta assim uma quota de 100 toneladas para o primeiro trimestre, de 125 para o segundo, de 140 para o terceiro e de 142 toneladas para o quarto trimestre, perfazendo as 507 toneladas de quota da Região.

No que se refere à imposição de um teto máximo de 2% de quota global por embarcação, esta medida possibilitará redistribuir cerca de 29 toneladas por algumas ilhas onde algumas embarcações mais pequenas tinham uma quota mais reduzida.

Gui Menezes defendeu que “as embarcações maiores têm possibilidades de pesca que as embarcações mais pequenas não têm”, salientando que agora “a quota foi distribuída de forma mais justa e equitativa”.

Na prática com esta redistribuição, houve aumentos de quotas em algumas ilhas, o caso de São Miguel, Terceira, Pico, São Jorge, Santa Maria e Flores.

Segundo Gualberto Rita, presidente da Federação de Pescas dos Açores, a gestão do goraz , por ilha e por embarcação, continua a ser um assunto problemático, mas todos estão empenhados em encontrar soluções e acredita que, depois deste encontro, poderão se encontradas conclusões  positivas para o setor.

O representante dos pescadores diz que compete a estes gerir a quota da melhor forma, para assim ser possível conseguir melhores rendimentos, deixando um apelo aos próprios pescadores para fazerem uma melhor gestão, principalmente quando o valor em lota é elevado.

Segundo Gualberto Rita, há a necessidade de se fazer um reajustamento a quota por ilha e por embarcação, e uma melhor gestão ao longo de todo o ano, por forma a que todos os armadores possam pescar goraz durante todo o ano.

Segundo adiantou ainda o Secretário Regional do Mar, com estas medidas, “será possível aumentar o rendimento económico da captura desta espécie” na Região, lembrando que em 2016 foram implementadas “medidas de gestão que resultaram no aumento real do rendimento dos pescadores”.

Recorde-se que até 01 de fevereiro, a pesca do goraz está interdita nos Açores, na sequência de um período de paragem obrigatória, determinado por acordo entre o Governo Regional as associações do setor, como “medida de gestão” dos stocks, sendo que a partir desta data, passará a haver uma quota distribuída com um teto por trimestre, com um objetivo claro, o de de atingir o máximo de rendimento económico desta quota no final do ano.

DL

Categorias: Regional

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