Reabertura das termas da Ribeira Grande “é mais-valia para o concelho”

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Depois de cerca de trinta anos fechadas ao público, as termas das Caldeiras da Ribeira Grande reabriram no passado domingo, 8 de janeiro, concretizando-se assim mais um propósito definido pelo executivo em funções na Câmara da Ribeira Grande.

Alexandre Gaudêncio destacou tratar-se de “mais um importante passo que é dado no que diz respeito à dinamização de um espaço nobre na cidade, devolvendo-se à comunidade uma zona muito procurada para tratamentos termais”, disse.

O presidente da Câmara da Ribeira Grande presidiu à cerimónia de reabertura das termas das Caldeiras, concessionadas recentemente e que, entretanto, sofreram obras de melhoramentos diversos sem alterar a traça original do edifício onde se encontram, datado de 1811.

Segundo a autarquia, a concessão é por cinco anos, podendo ser renovada por mais dois.

A reabertura das termas integra-se num plano definido pela autarquia para a recuperação e dinamização daquela zona. Recorde-se que está em funcionamento, há cerca de dois anos, a zona dos cozidos e decorrem obras num imóvel municipal onde será instalado um centro interpretativo das termas.

Também conhecidos por banhos da Coroa, as termas da Ribeira Grande começaram a ser utilizadas no século XVII para cura de moléstias, registando-se uma crescente procura no século seguinte em virtude das propriedades curativas das águas vulcânicas.

A 2 de março de 1811, a vereação da então Câmara reconheceu o valor do lugar e das suas potencialidades deliberando no sentido de “construir uma casa no lugar das Caldeiras onde há muitas águas minerais que passam por diversas minas de ferro, enxofre e outros betumes, pelos quais se conhece a grande utilidade que se poderá tirar destes banhos”.

DL/CMRG

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