Adriana Rebelo não aceita que se faça de Santa Cruz um “museu”

Junta Santa Cruz_Adriana Rebelo Presidente Jornal Diario da Lagoa

A Presidente da Junta de Freguesia de Santa Cruz considera que o ano de 2016 foi o primeiro ano de um novo ciclo, sendo que os dois primeiros anos do seu mandato foram marcados pela impossibilidade de se fazer algo mais do que “navegar à vista” face a todas as contingências e incertezas impostas pela crise.

Em declarações ao Jornal Diário da Lagoa, Adriana Rebelo faz um balanço positivo e de esperança no futuro, apesar dos tempos continuarem difíceis e marcados pela necessidade de dar respostas às situações de emergência social.

A autarca destacou a 25ª edição das Festas de Santo António que consagraram Santa Cruz como a freguesia organizadora das maiores festas populares da Cidade de Lagoa.

“Foram dias de uma beleza que saltou à vista de todos os lagoenses e de todos os que nos visitaram”, disse Adriana Rebelo, reforçando a ideia de que o ano de 2016 ficou também marcado pela concretização de um trabalho difícil, principalmente no que diz respeito à consolidação das contas da junta.

A Presidente sente que os santacruzenses podem orgulhar-se de ter uma junta de freguesia que honrou “todos os seus compromissos” e isso apesar de todas as dificuldades geradas pela diminuição dos recursos públicos.

A dimensão da crise económica e social impediu a concretização de todo o programa eleitoral que, Adriana Rebelo apresentou aos santacruzenses nas eleições de 2013.

No decorrer do seu mandato, explica que foi obrigada a mudar muitas das prioridades iniciais para acudir à realidade do que se estava a passar na freguesia. Segundo referiu, isso provocou algumas dúvidas, nomeadamente se a crise não iria ser utilizada pela mesma e pelo seu executivo como justificação de alguma inoperância futura ou até mesmo se os recursos financeiros da Junta seriam utilizados para atividades de promoção pessoal, em prol das eleições autárquicas de 2017.

No entanto, para a autarca, o ano de 2015 foi importante para desvanecer essa dúvida junto da oposição e dos fregueses em geral e isso principalmente por terem conseguido concretizar o edifício polivalente e a intervenção no restauro e recuperação dos imóveis da Junta de Freguesia.

“Gostaria de destacar esta intervenção, que continua em curso, porque o seu fruto é a melhoria da qualidade de vida de fregueses que por ela ansiavam há muito”, salientou Adriana Rebelo.

À nossa reportagem disse ter plena consciência de que ainda falta acabar muita coisa, referindo, no entanto, que tudo aquilo que propuseram no início do ano foi realizado ou está em vias de o ser.

Segundo adiantou, infelizmente, nem tudo acontece com a velocidade pretendida, derivado ao facto de que muitas das ações das Juntas de Freguesia dependem de outras entidades.

“Esta realidade de termos que alinhar a teia das competências das várias entidades públicas – umas vezes legítima e necessária; outras nem por isso – faz com que os prazos calendarizados sejam sempre alterados na prática”, afirmou a Presidente da Junta de Freguesia de Santa Cruz.

Para Adriana Rebelo, não se pode esconder de ninguém e sobretudo dos jovens, que a insularidade obrigue a que um açoriano, para ter sucesso, tem que fazer mais e melhor, demonstrando que tem capacidades acima da média.

Por outro lado, nesta entrevista, a autarca deixa uma mensagem às gerações mais novas, explicando que os santacruzenses deveriam dar um contributo decisivo, pois Santa Cruz tem pessoas de valor que se deveriam candidatar.

Finalmente, Adriana Rebelo diz ter plena consciência de que vai ser um desafio nos próximos anos, a luta pela instalação de equipamentos e realização de eventos na Freguesia de Santa Cruz.

“Da minha parte, não me resignarei a aceitar que se faça de Santa Cruz um museu”, finaliza a Presidente da Junta de Freguesia de Santa Cruz, Adriana Rebelo.

DL/AS

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