“Sigam aquilo que vos faz realmente felizes, façam aquilo que realmente gostam”

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O Diário da Lagoa foi ao encontro de um talento emergente aqui na ilha de São Miguel, conhecido, no mundo artístico, por Hippie Glam. Mas, por detrás da Hippie Glam, está uma rapariga que nasceu para fazer os outros felizes – estamos a falar de Beatriz Resendes, ex-estudante da Escola Secundária de Lagoa, onde tirou o seu curso de Animadora Sociocultural.

A Beatriz é uma artista. Sim, uma verdadeira artista. E faz o quê? “Eu faço todo o tipo de arte, ou seja, body paiting, caracterização, pinturas de tela e tecido – tudo o que tem a ver com a arte e pintura em si”. E como todos os talentos nascem de berço, já bem dentro de nós, com esta artista micaelense não foi diferente, sendo que “o gosto pela arte já vem desde muito cedo. Desde criança que gosto de telas e aprecio artistas. Agora, claro, posso dedicar muito mais tempo a esta arte. Antes era apenas um mero hobbie, agora é mesmo o que eu pretendo fazer”.

Achou que havia a necessidade de deitar o que sentia cá para fora e, assim sendo, vomitou, com ousadia, a sua arte para a tela e para o seu próprio corpo: “foi uma coisa que eu senti, que eu senti que tinha de colocar cá para fora. E, por favor, não parem só porque alguém diz que não, que está mal.”

Mais do que uma simples artista, Beatriz Resendes não se resigna face às dificuldades. Os obstáculos foram feitos para ficarem para trás. E a Hippie Glam, como é conhecida, dá o exemplo: “Sigam aquilo que vos faz realmente felizes, façam aquilo que realmente gostam de fazer”. E é verdade. Hippie Glam não fica para trás e promete mesmo que veio para ficar. Mas as dificuldades aparecem e são, muitas vezes, de foro monetário: “aquilo que eu faço requer muita despesa, pois os produtos vêm de fora, de Portugal Continental, principalmente. É muito difícil achar os produtos cá nos Açores e o que se acha é muito dispendioso”.

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“É difícil fazer vida daquilo que eu faço, mas luto por isso, todos os dias” – refere, convictamente, Beatriz Resendes. Apesar de ser difícil, as ideias são muitas, e muito variadas. Por exemplo, está para breve uma exposição que contará com “quadros fotográficos, com as suas caracterizações”. E a própria exposição “vai contar com caracterizações ao vivo, com manequins reais caracterizados”. Para além disso, Hippie Glam planeia “estar em casamentos, aniversários”, já estando presente em alguns “como Animadora Sociocultura e como maquilhadora em si”.

Mas esta artista não se dedica a pintar o seu próprio corpo, exclusivamente. É possível que, no futuro, encontremos cada vez mais pessoas pintadas pelas suas mãos: “planeio fazer caracterizações em pessoas com mais regularidade, levando dinheiro às mesmas, para fazer face às despesas, para comprar o equipamento e o material necessário, claro.”

Os sonhos são possíveis. É possível alcançá-los. Mas fazer diferente é fundamental: “sou uma das poucas pessoas que faz isso nos Açores e acho que fazer com diversidade, que fazer coisas diferentes, criativas e dinâmicas pode levar ao sucesso, sendo que, contudo, algumas pessoas ainda estão renitentes quanto à arte que eu produzo, mas vejo alguma margem de crescimento, sim”.

Para além do Facebook, onde possui uma página pessoal, podemos encontrá-la, em breve, também no Youtube, onde pretende criar um canal.

E deixa uma mensagem final: “A pintura corporal é mais do que fazem um desenho bonito, é passar uma mensagem, é alertar as pessoas, é consciencializar as pessoas, é abrir-lhes a mente”.

DL/JTO

Categorias: Cultura

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