“A música torna a vida mais suportável, mais bela”

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O Cineteatro Lagoense foi palco do III Festival de Bandas Filarmónicas, no dia 10 de dezembro, numa homenagem ao maestro, António Moniz Barreto.

Numa iniciativa da Associação Musical de Lagoa, em parceria com a Câmara Municipal de Lagoa, duas bandas filarmónicas do Concelho, a Lira do Rosário e a Estrela d´Alva e a banda convidada, a Lira do Espírito Santo da Maia, proporcionaram um tradicional momento musical a todos lagoenses.

“Foi possível assistir a um grande momento cultural. Para além de um momento musical, é um momento cultural, porque estas são tradições que nos dizem muito, que estão na génese da nossa identidade cultural e naturalmente que todas as bandas tocaram de forma exemplar esta noite”, referiu Cristina Calisto Decq Mota, Presidente da Câmara Municipal de Lagoa.

Segundo a autarca, “o futuro das Filarmónicas é a aposta nas novas gerações”, demonstrando que as mesmas não carecem de jovens talentos.

Para a edil, que não toca nenhum instrumento musical, é “impressionante como é que um conjunto diversificado de instrumentos conseguem criar uma melodia, uma harmonia tão agradável aos nossos ouvidos”.

O III Festival de Bandas Filarmónicas, foi inserido no VI Mercadinho de Natal, que decorreu do dia 8 a 11 de dezembro, sendo que para a autarca, “não há Natal sem música, a música inspira-nos e obviamente que isto também faz parte desta festa, desta quadra natalícia”.

No que diz respeito ao saudoso António Moniz Barreto, este evento é uma homenagem “a uma pessoa que dedicou a sua vida à música, que marcou o Concelho de Lagoa no campo musical, sendo muito bom termos um festival que vem não só dignificar a atividade musical em termos de filarmónicas, mas que também vem engrandecer o nome de alguém que veio dar um contributo muito importante para o desenvolvimento cultural da Lagoa”.

Para Graça Moniz, neta do maestro António Moniz Barreto, esta homenagem é sempre recebida “com muita emoção, pois trata-se do meu avô paterno, uma das grandes referências e inspirações na minha vida”.

Apaixonada pela música, pelo canto e apesar de não tocar nenhum instrumento musical, Graça Moniz, salientou ao Jornal Diário da Lagoa, que “a família, sobretudo do lado paterno, ensinou-me a admirar as artes, os espetáculos, o palco e a música”.

“Eu espero que a música tenha a posição que merece: a posição de viver com cada um, de estar no coração de cada um, de estar nos melhores momentos, mas também nos mais difíceis, porque eu acho que a música torna a vida mais suportável, mais bela. Na minha vida tem um lugar primordial e não a imagino sem a música”, referiu a neta do homenageado.

A Lagoa dá grandes exemplos a nível musical, salientou Graça Moniz, nomeadamente com várias associações e bandas filarmónicas, portanto “eu acho que a música também faz parte da história, das memórias, do presente e, espero eu, também do futuro da cidade de Lagoa.”

O coordenador da Associação Musical de Lagoa, Aquiles Preto, salientou toda a importância das bandas filarmónicas por se tratarem “de conservatórios do povo” e do local “onde as primeiras pessoas aprendem música”.

Por outro lado, Aquiles Preto, referiu que é possível atrair jovens para as bandas, mas que algumas coisas têm de se alterar, “talvez modificando-se um pouco as políticas” e “modernizando-se mais ao nível de reportório”, das presenças nos eventos, “para que haja um maior agrado por parte dos jovens”.

De referir ainda que, economicamente, não é fácil para uma “banda sobreviver” pois “cada vez há menos dinheiro e a própria sociedade já não adere muito a esse evento ou contribui pouco”.

Aquiles Preto denunciou ao Jornal Diário da Lagoa que as filarmónicas já têm pouco dinheiro e que também “começa a haver um pouco de jogo” e concorrência entre bandas. Interessa, assim, “cada vez mais aquela que peça menos dinheiro para tocar, e não aquela que toca melhor”.

DL/AS

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