Congresso Mundial das Academias do Bacalhau realiza-se na ilha Terceira

francisco-aquilino-pereira-academia-do-bacalhau-terceira

O 46.º Congresso Mundial das Academias do Bacalhau (instituições com fins filantrópicos e de solidariedade social) vai realizar-se, em 2017, na Ilha Terceira, sendo esperados cerca e meio milhar de congressistas oriundos das 58 academias existentes no Mundo.

A realização do próximo Congresso Mundial nos Açores foi aprovada, por esmagadora maioria e sem votos contra, no último conclave que se realizou em Estremoz, no Continente português, tendo já a Assembleia Geral da Academia do Bacalhau da Ilha Terceira ratificado esta realização, delegando na direção presidida por Francisco Aquilino Pereira a realização de todas as diligências organizativas do evento.

As Academias do Bacalhau são tertúlias de amigos, genuinamente portugueses, os quais, independentemente da sua posição social e nível cultural, se congregam sem finalidades políticas, religiosas, desportivas, comerciais ou lucrativas, para fomentar, encorajar e desenvolver laços de amizade, cooperação, confraternização, entre outros, defendendo o bom nome e prestígio de Portugal e dos portugueses onde quer que estejam, bem como os valores históricos e culturais e, fundamentalmente, concretizar ações de solidariedade e de assistência moral e material a favor de pessoas carenciadas e instituições de beneficência.

O nome escolhido para batizar a Academia deve-se ao facto de que para os portugueses o bacalhau foi, é e será tradicionalmente designado de “Fiel Amigo”, porque está sempre presente, tanto na mesa do pobre, como na mesa do rico, em ocasiões festivas e não só. Assim, considerou-se apropriado designar as Academias com o nome do Bacalhau, uma vez que o que se pretende é congregar um grupo de “fiéis amigos”.

Historicamente as Academias do Bacalhau representam uma velha amizade lusófona, criada, há 43 anos, por emigrantes portuguesas, em Joanesburgo, na África do Sul. A ideia de se criar a Academia do Bacalhau surgiu num jantar oferecido ao jornalista Manuel Dias, de “O Primeiro de Janeiro” do Porto, que, em março de 1968, estava de visita à África do Sul. Depois desse jantar realizaram-se algumas reuniões entre os participantes, para se estabelecerem alguns princípios e se pôr a ideia em marcha e, no dia 10 de Junho desse mesmo ano, realizou-se então um grande jantar no Restaurante “Chave d’Ouro”, em que se comemorou, pela primeira vez, em Joanesburgo, o Dia de Portugal e se inaugurou também a Academia do Bacalhau de Joanesburgo, a que hoje se chama de “Academia Mãe”.

DL/PF

Categorias: Regional

Deixe o seu comentário

Your e-mail address will not be published.
Required fields are marked*