O que não ficou por dizer: qual é a veracidade daquilo que não vemos?

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O jovem lagoense Júlio T. Oliveira procedeu, no passado dia 3 de dezembro, na Escola Secundária de Lagoa, ao segundo lançamento da sua nova – e segunda – obra, de nome “O que não ficou por dizer”.

Este é, pois, segundo o autor, “um livro que desafia as fronteiras tradicionais da literatura e que nos incita, de certa forma, a fazermos diferente, a sermos a diferença que queremos ver”. Explicando o que o livro tem de tão diferente e especial, Júlio T. Oliveira afirma que “a mistura entre poesia e prosa que empreendeu na obra faz com que a mesma seja, pelo menos em relação à grande maioria das obras, inovadora e pioneira”.

O modelo, sobre o qual a obra foi construída, permite uma leitura alternada de excertos, assim como permite ao leitor que descanse a leitura, sem se preocupar em perder o fio à meada, como usualmente acontece. É, segundo o autor, “um livro assexuado, sem um género definido, pois ultrapassa as fronteiras do romance tradicional, não pisando outros terrenos dentro da literatura.”

Acrescenta ainda que a obra “aproxima-se mais do romance, sem dúvida, sendo que, embora não seja um romance propriamente dito, é possível considerá-lo uma espécie de neo-romance, por ser novo, por ultrapassar o romance tradicional e por não entrar em trivialidades e banalizações que já cansam.” Afirma que “toda a gente anda a escrever romances, toda a gente anda a escrever sobre o amor, porque é isto que anda a vender livros, até de forma injustificada”. Diz o autor que não se quis limitar, apenas, e de forma comum, a usar a temática do amor. Quis, antes, “usar essa temática através de um estilo diferente, intrometendo na obra um enredo diferente e uma forma diferente de contar esse enredo”.

Esta segunda obra, segundo o autor, faz perguntas e dá respostas, embora as mesmas não estejam diretamente presentes. Segundo o autor, “é preciso que o leitor descubra as perguntas e descubra as respostas dentro da obra, e, se o fizer, no final, descobrirá a verdadeira dimensão do que leu.”

Acrescenta Júlio T. Oliveira que “este é um livro muito psicológico, que carrega dentro de si um enredo perturbador.”

“Embora o enredo não seja a espinha dorsal desta obra, sendo que esta será a forma como se experimenta e como se sente o enredo, a verdade é que o papel do enredo é fundamental para percebermos, de facto, a dimensão da ilusão nas nossas vidas e aquilo que, de certa forma, qualquer amor permite: a ferida aberta de uma verdade.”

Qual a veracidade daquilo que não vemos? Esta é uma pergunta que paira, necessariamente, sobre este livro. Um livro que explora a ilusão de uma forma brutal. Um livro que explora os meandros mais profundos de um sentimento que nos é comum a todos: o amor.

DL/JTO

Categorias: Cultura, Local

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