Programa de governo não dá respostas aos açorianos, diz CDU

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O programa de governo, que esta semana esteve em apreciação na Assembleia Legislativa dos Açores (ALRAA), é um programa de continuidade cujas propostas que apresenta, com retóricas mais ou menos rebuscadas esbarram ou na falta de efeito prático ou, noutros casos, apenas pretendem manter práticas já conhecidas e políticas que carecem de mudanças e retificação.

As declarações são de João Paulo Corvelo, deputado do PCP Açores, que falava no encerramento do debate sobre as propostas de Programa de Governo. Segundo referiu o parlamentar eleito pela ilha das Flores, na sequência das políticas seguidas pelo anterior governo do PS na vigência do qual a precariedade laboral foi nota dominante e o uso e abuso dos programas ocupacionais usados para não criar emprego mas sim para mascarar as estatísticas.

Refere João Paulo Corvelo que é fundamental a estabilidade pessoal e familiar dos Açorianos, algo que não é compatível nem se compadece com a precariedade laboral.

“O aumento do Acréscimo Regional ao Salário mínimo nacional para 7,5% é uma medida que se impõe, pela qual nos bateremos e que é fundamental para que seja reposta justiça entre os trabalhadores que vivem e trabalham na Região e os restantes trabalhadores. As Instituições autonómicas só se justificam e consolidam se forem capazes de ser e de dar respostas às desigualdades e constrangimentos derivados dos condicionalismos Insulares”.

O único deputado do PCP na ALRAA adiantou ainda que o programa de governo nada diz sobre questões tão essenciais como a redução do preço da electricidade, questão fundamental, quer para os agregados familiares quer para a dinamização e crescimento das empresas, tal como nada diz quanto à redução da taxa mais alta do IVA, essencial ao melhoramento da competitividade das nossas empresas.

João Corvelo adiantou ainda que “desenvolver a Região implica dar resposta aos problemas da Agro-Pecuária, bem como garantir no sector das Pescas o melhoramento do escoamento do pescado”.

“Sendo o Programa de Governo um documento fechado, que não admite propostas de alteração em função do debate, desde logo, e após o seu estudo atento, verificámos que não poderia merecer o nosso apoio”, referiu.

DL/PCP

Categorias: Política

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