José Andrade apresenta, na Lagoa, a sua mais recente obra

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“A Autonomia podia ser sempre melhor. Mas, sem Autonomia, estaríamos todos muito pior” – é assim que termina o discurso do autor José Andrade, proferido em plena Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira, na sequência da apresentação da sua mais recente obra: “1976: AUTONOMIA! – O Governo Próprio dos Açores”, que conta, aliás, com o prefácio de João Bosco Mota Amaral, ilustre político açoriano.

Esta obra, que valoriza o passado dos Açores, insurge-se como a última peça fundamental de uma trilogia – “Anos Decisivos” – que reúne conteúdo selecionado a partir de sete jornais diários das três capitais dos antigos distritos autónomos: em Ponta Delgada, o Açores, o Correio dos Açores e o Diário dos Açores; em Angra do Heroísmo, o Diário Insular e A União; na Horta, O Telégrafo e o Correio da Horta. Acrescente-se que os três livros da trilogia “Anos Decisivos” reconstituem a vida política açoriana de 1974, 1975 e 1976.

Considerando que a Autonomia açoriana já passou pela dita fase da “adolescência”, José Andrade, em declarações ao Jornal Diário da Lagoa, destaca que “quarenta anos de Autonomia não é muito tempo, mas é tempo bastante para percebermos que este é o caminho certo que devemos continuar a seguir”. Embora o autor considere que “não há sistemas perfeitos” e que “nem todas as opções foram as melhores”, havendo sempre margem para crescer, o mesmo afirma que “se não fosse a Autonomia, quarenta anos depois nós não estaríamos a viver tão bem nas nossas ilhas”. Este livro é, portanto, segundo José Andrade, “dedicado às novas gerações autonómicas que, de alguma forma, devem tudo o que são e tudo o que têm a esses nossos primeiros autonomistas que, há quarenta anos, iniciaram esta caminhada que nós todos temos a obrigação de prosseguir”.

Se os açorianos estão satisfeitos com a Autonomia? José Andrade tem as suas dúvidas. Confrontado com esta mesma pergunta, o mesmo afirma que “gostava que os açorianos estivessem mais satisfeitos, ou, pelo menos, que essa satisfação se traduzisse melhor na altura fundamental de a manifestarem, que é através da participação eleitoral”, ainda que a débil participação eleitoral possa não ter a ver propriamente com algum descontentamento popular em relação à Autonomia, mas sim com “determinadas opções partidárias, com determinadas pessoas.”

Reafirmando, convictamente, que “a Autonomia está acima das pessoas, acima dos partidos”, o autor de já quinze livros publicados, contribuiu, assim, desta feita, com esta sua nova obra, para enriquecer a cultura política e histórica dos leitores açorianos, celebrando, de forma meritória e fundamentada, os Açores e um capítulo importante da sua história.

Lança, por fim, um aviso importante: “é bom que os açorianos em geral e as novas gerações em especial assumam a Autonomia como sendo coisa sua e percebam que a Autonomia será tanto mais forte quanto maior for a participação política dos açorianos”.

DL/JTO

Categorias: Cultura, Local

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