Sofia Ribeiro responsabiliza Ministro das Finanças pela solução do problema dos fundos

foto-dialogo-estruturado-com-o-ministro-das-financas Sofia Ribeiro Bruxelas

A Eurodeputada Sofia Ribeiro interveio esta terça-feira, em representação da Comissão do Emprego e Assuntos Sociais, na audição ao Ministro das Finanças português, Mário Centeno, no âmbito do diálogo estruturado entre o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia sobre a suspensão de fundos a Portugal e Espanha.

Sofia Ribeiro afirmou que o procedimento por défice excessivo em causa “é uma trapalhada sem justificação”, recordando a pergunta escrita que havia colocado à Comissão Europeia em Junho passado, onde reforçou “o significativo esforço feito pelos Portugueses desde 2010 que resultou numa substancial redução do défice de sete pontos percentuais, justificaria, só por si, a aplicação do regime de excepção para que não nos fosse aplicada qualquer penalização”.

A Eurodeputada não compreende que a discussão sobre a aplicação de sanções ou não suspensão de fundos a Portugal ainda esteja em cima da mesa, apelidando-a de “estéril” e “esquizofrénica”, acrescentando mesmo que “teria sido evitada se o Governo de Portugal tivesse questionado a Comissão Europeia relativamente ao valor do défice português, quando agora assume no orçamento de Estado para 2017 que, em 2015, o nosso défice foi de 2,98% (sem o efeito Banif) e, portanto, abaixo, dos 3% acordados”.

Sofia Ribeiro não concorda com a posição da Comissão Europeia de que uma possível suspensão de fundos ao nosso país não terá qualquer efeito social e não afetará a criação de emprego e o combate à pobreza, defendendo que o Estado Português tem responsabilidades em clarificar estas afirmações. A Eurodeputada entende que compete ao Ministro das Finanças desmascarar esta incongruência e garantir que o nosso país será económica e socialmente sustentável num futuro próximo, o que implica criar emprego de qualidade e garantir a sustentabilidade da Segurança Social.

A deputada social-democrata finalizou a sua intervenção relembrando que “a larga maioria dos deputados do Parlamento Europeu é contra este processo de aplicação de sanções a Portugal” e que Mário Centeno “talvez nunca tenha tido um ambiente tão favorável, com apoios da esquerda à direita, para a defesa do nosso país”. 

DL/GDPE

Categorias: Política

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