Vasco Cordeiro afirma que a União Europeia não pode voltar as costas aos europeus que vivem nas regiões

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Segundo o Presidente do Governo, a União Europeia não pode voltar as costas aos europeus que vivem nas regiões, alertando para os perigos de um desinvestimento na Política de Coesão, que considerou ser o principal instrumento da UE direcionado para as regiões tendo em vista a criação de emprego, o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável.

Vasco Cordeiro expunha as suas prioridades, enquanto Presidente da Conferência das Regiões Periféricas e Marítimas da Europa (CRPM) para o biénio 2016-2018, perante a 44.ª Assembleia Geral da CRPM, depois de ter sido reeleito, por unanimidade, pelo Bureau Político desta organização de cooperação inter-regional que integra cerca de 150 regiões de 28 estados europeus, agregando cerca de 200 milhões de cidadãos.

Para Vasco Cordeiro, “é imprescindível que a CRPM lidere uma visão ambiciosa, mas também realista e fundamentada, sobre o futuro da Política de Coesão, que incida sobre a sua modernização, simplificação e burocratização”.

Para os próximos dois anos do novo mandato, apontou também as políticas relativas ao Mar como uma das prioridades da CRPM, assim como a questão das acessibilidades, nomeadamente as políticas relacionadas com as Redes Transeuropeias de Transportes, que não têm contribuído para minorar o défice estrutural de acessibilidade das regiões periféricas, e as estratégias macrorregionais, que permitem reforçar sinergias e fazer uma abordagem mais integrada do desenvolvimento conjunto das regiões.

Vasco Cordeiro defendeu que, em relação a cada uma destas matérias, a CRPM deve ter como objetivo “influenciar e determinar as prioridades e políticas da União Europeia, muito em particular tendo em vista os debates do Orçamento e do Quadro da UE para o pós-2020”, mas também “assegurar que os decisores políticos percebem as especificidades com que estão confrontadas as regiões e que as políticas adotadas não só não as prejudicam, como ajudam a fortalecer a capacidade de cada região fomentar a criação de emprego e desenvolvimento económico”.

A questão das migrações mereceu também referência nesta intervenção, tendo salientado que a CRPM deve “alertar que este problema não se trata apenas pelos efeitos, tem que ser tratado também pelas causas”, apontado a necessidade de uma “ação mais eficaz” da UE.

Para o seu novo mandato na presidência da CRPM, Vasco Cordeiro salientou que o “espírito de colaboração conjunta” será a base de ação para responder aos desafios e permitir que esta organização reforce “a sua posição de influência e de liderança junto dos principais interlocutores das instituições europeias.

DL/Gacs

Categorias: Regional

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