Poesia: Agredido pelo filho

Joao Silverio sousa poesia-Jornal-Diario-da-Lagoa

AGREDIDO PELO FILHO

José homem de brilho
Honesto trabalhador
Com amor criou seu filho
Que se tornou em agressor.

Certa noite ao se deitar
Depois de sua oração
Bateram na porta para o avisar
Que seu filho foi para a prisão.

José se dirigiu chorando
Para a prisão tristemente
Deixando sua esposa orando
Na sua cama doente.

Quando há prisão chegou
Chorando pelo filho querido
Logo a policia o informou
Que ele na droga tinha caído.

Seu filho já não é criança
Nós temos respeito por si
Mas ele precisa de fiança
Para poder sair daqui.

José de coração nobre
Falando com o guarda em comum
Sou doente e muito pobre
Não tenho dinheiro nenhum.

O guarda em silencio cai
Olhando José tristemente
Vendo as lágrimas do pai
Tão triste e tão doente.

O guarda teve compaixão
Daquele pobre pai sem brilho
De pronto abriu a prisão
E lhe entregou o seu filho.

Lhe repreendeu com rigidez
Vai com teu pai te embora
Mas olha que da próxima vez
Não sais daqui para fora.

José de alma e coração
De joelhos se prostrou
O guarda o tomou pela mão
E de pronto o levantou.

Isso não volta acontecer
Diz José ao policial
Não cansando de o agradecer
Aquele gesto sem igual.

Tomou o filho e foi embora
Pensando em tal sarilho
Falando pela rua fora
Repreendia seu filho.

Diz o rapaz deixa-me ir ali
Já a casa vou ter consigo
Vou buscar algo que me esqueci
A casa do meu amigo.

Vai diz o pai com alma vazia
Pensando que o filho não demorava
Ao entrar em sua moradia
Por sua esposa chamava.

Mas ela não o respondeu
Nem viu seu filho de amor
A pobre mãe faleceu
No seu velho leito de dor.

José tanto a esposa abraçou
O seu amor que tanto amava
Muitas lágrimas derramou
E seu filho não chegava.

Deixando a porta aberta gritava
Pelos poucos vizinhos ao redor
Ao encontro do filho caminhava
Mas agora com dor maior.

Dizendo aos vizinhos para entrar
No seu cantinho de abrigo
Enquanto eu vou buscar
Meu filho a casa do amigo.

Chegando na porta bateu
E pelo filho chamava
Quando ele apareceu
No estado em que estava.

Estava de novo drogado
José entre lágrimas sufocou
Pelo o filho pontapeado
Que logo ao chão o atirou.

O pai caído no chão
Sem forças para falar
Enquanto o filho sem coração
O agredia sem parar.

Chegou então o policial
Chamado pelo povo da aldeia
Levaram José ao pequeno hospital
E o filho para a cadeia.

Depois de assistido então
Saiu do pequeno hospital
Ainda passou na prisão
Falou com o policial.

Eu já perdi todo o meu brilho
Já não tenho amor de ninguém
Senhor deixa sair meu filho
Para vir ao velório da mãe.

Levantou-se o guarda do escritório
Não digo mais nenhuma vez
para ele não há velório
Ele vai pagar o que fez.

Por seres um pai sem igual
Não posso mais te ver sofrer
Vou com ele ao funeral
É que te posso fazer.

Saí José se esvaziando
Desde da alma ao coração
Os vizinhos sua esposa velando
E seu filho na prisão.

No cemitério se encontraram
O pai e o filho sem coração
Os vizinhos o desprezaram
Pois não merecia perdão.

Depois voltou o povo da aldeia
Todos sem ter alegria
O filho voltou para a cadeia
José para sua casa vazia.

Quando meditares nesta historia
Medita mas positivo
Que nunca te saia da memoria
O que é um filho agressivo.

Autoria de João Silvério Sousa

Categorias: Poesia

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