12% da população adulta portuguesa sofre de osteoporose

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No âmbito do Dia Mundial da Osteoporose, a Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR) anuncia a revisão das suas recomendações nacionais para o diagnóstico e terapêutica da doença reumática que afeta 12% da população adulta portuguesa.

Segundo uma nota enviada à nossa redação, a osteoporose é uma doença óssea metabólica, caraterizada por diminuição da massa óssea, maior fragilidade óssea e maior suscetibilidade a fraturas, principalmente, da cabeça do fémur, coluna vertebral e punho, que constituem as suas complicações mais graves.

Hoje sabe-se que a prevalência destas fraturas aumenta exponencialmente com a idade e difere entre os sexos. Estudos europeus revelam que oito em cada 20 (40%) mulheres e três em cada 20 (15%) homens irão sofrer uma ou mais fraturas osteoporóticas ao longo da sua vida. Após os 65 anos de idade, o risco de fratura aumenta exponencialmente e a frequência de fraturas nas mulheres é 2-3 vezes superior à dos homens.

De acordo com o maior estudo sobre a prevalência de doenças reumáticas em Portugal (EpiReumaPt), a prevalência de osteoporose nas mulheres portuguesas pós-menopáusicas acima dos 50 anos é significativamente superior, correspondendo a 39%. Estas mulheres têm uma elevada prevalência de fraturas de fragilidade, ou seja, de baixo impacto (18%). Quando se analisa o consumo de medicação, verifica-se que apenas 15% das mulheres pós-menopáusicas com osteoporose refere estar sob terapêutica e 19% mencionam ter feito algum tratamento no passado.

Para o Presidente da SPR, João Eurico da Fonseca, “a osteoporose em Portugal é um problema de saúde pública. Apesar do melhor conhecimento desta doença por parte dos profissionais de saúde e pela população, continuamos a verificar um subtratamento da mesma. As recomendações, que vamos tornar públicas no dia 22 de outubro, no decorrer das Jornadas de Outono da SPR, visam reduzir o risco e a frequência de fraturas osteoporóticas, que estão associadas a uma alta taxa de mortalidade, através de práticas clínicas validadas, que permitem uma utilização eficaz dos recursos diagnósticos e terapêuticos disponíveis”.

DL/BDC

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