PPM apresenta na sua lista um lagoense às regionais de 16 de outubro

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São treze as forças políticas que se apresentam às eleições legislativas regionais dos Açores, a 16 de outubro pelo círculo de São Miguel.

Nas próximas eleições regionais, o círculo de São Miguel elege 20 deputados para a Assembleia Legislativa dos Açores, mais um do que em 2012.

O aumento do número de deputados a eleger por São Miguel deve-se ao crescimento do número de eleitores na maior ilha do arquipélago, que, comparativamente às eleições de há quatro anos, tem mais 2.819 eleitores inscritos, passando de 124.387 para 127.206 eleitores.

Das várias listas apresentadas várias são as que apresentam candidatos do concelho de Lagoa, e alguns deles em lugares elegíveis.

Das várias candidaturas, o PPM é outra das forças políticas a incorporar nas suas listas candidatos do concelho de Lagoa, é o caso de José Pacheco, que diz que após muitos anos afastado da política, não era sua intenção voltar à política ativa. “Muito mais que os partidos sempre acreditei nas pessoas e nos projetos ideológicos semelhantes ou que vão de encontro à minha forma de pensar e estar na vida”.

Segundo José Pacheco, o projeto de Paulo Gusmão e do PPM enquadram-se na sua postura. “A confiança que tenho no cabeça de lista foi o que me convenceu, caso contrário seria demasiado difícil verem-me de novo nas lides políticas”.

José Pacheco refere ainda que é da sua personalidade a intervenção social, o querer contribuir para que as coisas melhorem ao seu redor. “Por mais que se queira é difícil fazer do lado de fora do sistema democrático existente. Por mais que sejamos resistentes temos de perceber que a democracia se faz com pessoas e para pessoas e se não participarmos difícil será ver muitas das ideias que defendemos serem postas em prática. É um verdadeiro desafio realmente quando vemos ao nosso redor um total ceticismo quanto à política e os políticos. Mas se continuamos a olhar para o lado apenas nos demitimos do nosso papel de cidadãos. Por outo lado, julgo que a Lagoa necessita de menos exercícios e teorias académicas e de mais paragramatismo no tereno, exercido por pessoas que conheçam o mundo real e não apenas os pressupostos académicos que estão tão distantes da realidade como a Ribeira Chã da Atalhada”, refere.

Ainda segundo José Pacheco, “o projeto de Paulo Gusmão e do PPM enquadram-se nesta minha postura. A confiança que tenho no cabeça de lista foi o que me convenceu, caso contrário seria demasiado difícil verem-me de novo nas lides políticas”.

Segundo o candidato, São Miguel tem sido muito penalizado pela politica regional onde se misturam os bairrismos com os verdadeiros interesses das realidades e dimensões de cada ilha. “A Lagoa não é exceção a este comportamento politico e poderia ter muito mais do que tem dos seus representantes parlamentares e governativos”, adianta.

Segundo adianta, também é certo que muita coisa positiva tem sido feita e outras menos bem, no entanto a Lagoa sofre de uma ausência de emblemas que a distinga dos restantes concelhos.

José Pacheco considera que este não é um problema exclusivo da política ou dos políticos, é um problema da sociedade em geral. “Os cidadãos têm de perceber que tem de haver incitativa privada e esta não pode nascer apenas pensando nos apoios governamentais”.

Segundo referiu á nossa reportagem, “sinto também que quando o estado ou poder político tenta estimular a dinâmica social e cultural a única coisa que acaba por acontecer é uma substituição de uns agentes por outros. Ou seja, o estado acaba por assumir funções que não lhe competida ao nível organizacional, mas sim aos agentes culturais e económicos privados e, estes últimos, simplesmente assumem o papel de observadores ou colaboradores passivos”.

José Pacheco considera que o diagnóstico social da Lagoa, por parte do governo regional, não tem sido o mais eficaz, muito especialmente nas zonas mais afastadas do centro urbano. O nível de desemprego, a desertificação das freguesias rurais, o escasso parque habitacional, e um estímulo real à cultura são exemplos de lacunas que temos de colmatar o mais rapidamente possível. A fixação dos jovens nas suas terras é fundamental, mas impossível quando são empurrados para os grandes centros por falta de oportunidades de emprego e habitação.

Quanto àquele que será o objetivo da sua integração na lista do PPM “é ser mais uma voz em defesa da nossa ilha, do nosso concelho de Lagoa e muito especialmente da terra que me adotou que é a pequena, mas muito bonita Ribeira Chã. Mas a visão que tenho nas áreas que melhor domino vão muito mais além que um pedaço do território, o meu contributo será sempre em prol dos meus Açores”.

O candidato na lista do PPM considera que, tal como os que acompanha neste desafio, não pede votos nem ajustes de contas partidários, pede apenas confiança e que esta se mantenha ao longo da caminhada democrática, nestes quatro anos que virão. “Este não é um fim, mas sim um início do que quisermos que seja, em proveito e defesa de todos”.

José Pacheco considera, por outro lado que, o primeiro diálogo não tem de ser entre políticos, mas sim entre os políticos e a população. “Só após este é que as diferentes forças devem reunir esforços para encontrarem as melhores soluções para os problemas apresentados e não aqueles que as ideologias acham serem as reais necessidades das populações, erro comum que vemos acontecer ao longo de décadas”.

“Desde o dia que decidi aceitar esta candidatura fiz saber publicamente que estava disponível para trabalhar e não para confrontos políticos inúteis. As nossas diferenças devem nos complementar em prol da nossa terra, e nunca nos devem dividir, ou mais grave, penalizar quem nos elege ou deposita a confiança em nós. Mas isto é como um tango, são sempre necessários dois para o dançar”, adianta.

Caso o PPM consiga eleger deputados por São Miguel, José Pacheco diz comprometer-se a visitar constantemente as várias localidades e ouvir o poder local e as populações, porque não é entre as paredes do Parlamento Regional que estão os problemas, mas quando muito, é lá que se pode encontrar os consensos para as soluções.

“Julgo que é tempo de pararmos com este estado de espirito de “quem não é por mim, é contra mim”. Esta velha e muito negativa máxima tem destruído toda uma sociedade e divido as pessoas por grupos esquecendo-se completamente o real interesse das populações”.

O candidato diz já ter assistido a muitos bons exemplos de cooperação em que a camisola partidária fica em casa e o diálogo pode ser constante e aberto, mas diz também já ter sido testemunha que uma simples suspeita de do outro lado poder estar um adversário politico ser o suficiente para se embargar o desenvolvimento de uma terra ou em conjunto encontrar a solução adequada para uma qualquer questão.

“Tenho por hábito dizer que não precisamos de gostar todos uns dos outros, mas sim saber trabalhar todos juntos”, finalizou.

DL

Categorias: Local, Política

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