Opinião: PALAVRAS …

 Diario-Lagoa-Opinião-Jorge-Machado1

Hoje em dia, e nesta época, tudo são ovos de Páscoa. De várias cores, feitios e promoções. De chocolate. No meu tempo, se queria ter um ovo na Páscoa, e era cozido, encontrava-o no folar.

Hoje é o mercado que se impõe às “gentes”. Se calhar no meu tempo eram mais os “valores” que se incutiam na geração mais jovem. Há 40 anos, tinha eu 12, aquando do 25 de Abril o país era o que era. Pobre, economicamente, mas honrado.

Hoje temos um país pobre de ideias e valores. Que já se pensou rico, com muito boa gente a aproveitar-se da facilidade da circulação do dinheiro, com os interesses económicos ajudados por governos sem escrúpulos, sem ideias, sem prevenção, tudo deixaram andar a seu belo prazer durante alguns bons anos. Agora, agora como o ciclo se está a fechar voltamos ao antigamente. Crianças que passam fome, literalmente, os pais sem dinheiro, nem para cumprir com os seus compromissos. Deixaram de ser sérias? Não, foram vilipendiadas sem darem conta, enquanto os “malfeitores” as incentivavam a ver este mundo como um mundo cor-de-rosa. Governos, investidores e especuladores tinham a certeza do que faziam, conscientes que melhores dias iriam ter, enquanto quem trabalha, ou trabalhava, na “cegueira” singela que também tinha direito à vida, se deixou levar com falinhas mansas. Atenção, também falo por mim.

Hoje mais do que nunca os governantes deste mundo continuam a fazer vontades a quem nos especula, a troco de favores, bónus e outras benesses. Por exemplo, este “famigerado” automóvel que vai ser sorteado no próximo dia 17, top de gama, em virtude de termos sido muito sérios ao pedir facturas de tudo e de nada, é uma viatura que, a não ser algum endinheirado, ninguém o quer à porta, pelos custos que depois advirão. Quem produz tal “popó”? A Alemanha da amiga Merkkel. Corrupção na maior da sua essência. Amizades e compadrios.

Ontem uma estrangeira perguntava-me onde ficava o mercado de peixe. Sim, com tanto mar à volta a senhora queria “ver” os nossos peixes. É o que se vê por essa Europa fora, e não só, em terras onde o mar vem beijar a terra. Ia-me enterrando quando lhe disse que não havia. Não ia mandar a senhora para a lota, ia ? Até as galinhas e os porquinhos nos tiraram lá de casa. Tudo pelo desenvolvimento, com desculpas de saúde pública. Tudo Bruxelas cortou ou proibiu, para servir uns quantos. E agora que já se serviram do “ Cherne “, que só se serviu e nada nos deu de bom em troca, querem-no devolver à terra natal. Dispenso …

 Jorge Machado

Categorias: Opinião

Deixe o seu comentário

Your e-mail address will not be published.
Required fields are marked*