O que nos move

patricia

Muitas vezes perguntam-me o porquê de ainda ser escuteira e o que é que os escuteiros têm de tão especial. Estas perguntas são fáceis de responder, pois para ser escuteiro é preciso ter amor e gosto pelo que se faz.

O escutismo foi fundado por Baden Powell, somos um movimento católico, temos algumas leis a cumprir e muitas outras coisas a fazer, mas qual é realmente o sentimento de um escuteiro para entrar nessa aventura e querer continuar? É o amor, o maior e mais forte sentimento que o ser humano possuí.

Amor de querer estar em contacto com a natureza, de interagir com outras pessoas de outros agrupamentos, de aprender a fazer nós e de construir uma cozinha, uma escada, ou um andar para montarmos uma tenda a meio da noite, de deixar tudo para trás como as tecnologias e a família, colocar uma mochila às costas para fazermos quilómetros, de termos fogos de conselhos, é irmos em busca de uma aventura.

Tudo isto faz parte do nosso crescimento, contribuí para o que somos hoje, pois o escutismo é a nossa casa, é onde aprendemos a enfrentar os nossos medos, os nossos limites, a ter regras, a saber cuidar uns dos outros e a saber ser um bom amigo. Também pode ser o nosso consultório médico por preencher-nos um vazio que tínhamos, por dar-nos paz de espírito e por ficarmos psicologicamente tão cheios de amor e realizados por estarmos rodeados de pessoas que gostam de nós, fazendo-nos esquecer o cansaço imenso de uma atividade.

Ser escuteiro é ser feliz, é rir é chorar uns com os outros e é aprender a amar a vida tal como ela é.

Agora pergunto-vos?

Atrevem-se a entrar nesta aventura?

Caminheira Patrícia Raposo
Agrupamento de Escuteiros 1920 de Santa Cruz – Lagoa

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