CDS-PP acusa Governo de ter imposto “série regressiva de desenvolvimento” nos últimos 20 anos nos Açores

CDS-PP acusa Governo de ter imposto “série regressiva de desenvolvimento” nos últimos 20 anos nos Açores

O Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP Açores, Artur Lima, considerou, esta terça-feira, dia 7 de junho, “que os últimos 20 anos de governação socialista foi uma série regressiva no desenvolvimento económico” da Região, apontando “falta de capacidade de renovação” ao PS para enfrentar os problemas dos principais setores produtivos, agricultura e pescas, e sem capacidade para implementar uma rede de transportes eficaz e eficiente.

Segundo uma nota enviada à nossa redação, no encerramento das XIII Jornadas Parlamentares do CDS-PP Açores, em que os Deputados Regionais foram anfitriões do Grupo Parlamentar do CDS na Assembleia da República, num périplo pelas três ilhas do triângulo, Artur Lima apontou mesmo a política de transportes, marítimos e aéreos, como “o grande falhanço” socialista.

Numa jornadas dedicadas à Economia, com destaque para as vertentes do turismo e transportes, Lima criticou o facto de, “nos últimos oito, nove anos ser terem “atirado ao mar 60 milhões de euros” em fretamentos de navios e insistiu no “erro” que foi a renovação da frota da SATA Air Açores.
“A empresa pública Atlânticoline atirou 60 milhões de euros ao mar para fretar navios durante nove anos. São 60 milhões de euros atirados ao mar, literalmente”, disse, sublinhando que “a taxa de ocupação dos barcos é reduzidíssima” e que cada passageiro transportado nos navios fretados para a época de verão “custam ao erário público 211 euros”.

“Quando o Governo açoriano insiste em querer fazer para a Região dois megabarcos, no valor de 100 milhões de euros, estamos conversados. É que nem ganhamos para a manutenção dos barcos”, criticou o Líder Parlamentar popular, acusando os socialistas de “não terem capacidade de renovação e inovação”.

Nas Velas, em São Jorge, Artur Lima considerou também que foi cometido um erro no processo de renovação da frota da companhia aérea SATA Air Açores: “O que é que era preciso nos Açores? Mais frequência, melhor acessibilidade e mais circulação inter-ilhas. Não eram quatro aviões grandes e dois pequeninos”, apontou.

O dirigente e parlamentar democrata-cristão classificou ainda o mais recente estudo do Serviço Regional de Estatística sobre o desenvolvimento e a coesão nos Açores “uma farsa”, porque “está à vista de todos que as ilhas não se desenvolveram todas ao mesmo ritmo” e considerou fundamental para os Açores uma aposta séria e produtiva na agricultura e pescas, registando também que os socialistas já “não se conseguem renovar e inovar nas políticas para fazer face à crise nestes setores. Os últimos 20 anos de governação socialista foram uma série regressiva no desenvolvimento dos Açores”, concluiu.

A encerrar as Jornadas Parlamentares discursou, Assunção Cristas, Presidente nacional do CDS, que teceu também críticas à governação socialista regional: “Vejo muitas oportunidades nos Açores, mas vejo, muitas vezes, um grande empecilho, que é um Governo Regional que se reclama sempre de mais autonomia, mas que não usa convenientemente a autonomia quando está ao seu dispor”.

Cristas acusou o executivo regional de ter “tantas vezes atacado o anterior Governo da República” quando “aquilo que deve e pode fazer, seja do ponto de vista das acessibilidades, do ordenamento do espaço marítimo para que as várias atividades se possam potenciar e conjugar entre si de forma a criar emprego e desenvolvimentos económico, não o faz”.

“Vemos aqui nos Açores um exemplo vivo do que é uma governação socialista”, continuou, sublinhado que, no seu entender, no arquipélago se vê “uma asfixia pública de um poder centralizado que em tudo resolve com mais Estado, em tudo resolve com mais presença, de alguma forma impedindo que as empresas, as instituições e os cidadãos se sintam livres para desenvolver a sua atividade económica em condições competitivas, em condições de melhores ambientes regulatórios ou fiscais”.

Para Assunção Cristas, “a marca socialista não traz crescimento económico sustentável para o país, não traz criação de emprego”, mas antes “falta de confiança” e “travão no investimento”. Por isso, desafiou os dois executivos socialistas da República e da Região a “refletirem sobre o caminho para onde estão a levar o País e a Região”.

DL/CDS-PP

Categorias: Política

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