Fringe nas Flores despertou a escrita criativa nos Açores

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Este fim-de-semana, no ponto mais ocidental da Europa, um grupo de 12 escritores de várias ilhas e da Diáspora juntaram-se no II Encontro Pedras Negras, realizado no festival internacional de artes, Azores Fringe.

Segundo uma nota enviada à nossa redação, entre sessões de conversa sobre apresentação de trabalhos, edições e editoras, traduções e oportunidades para escritores nos Açores, o destaque para as horas de trabalho vai para o roteiro/visita à ilha com paragens e abordagens histórico-literárias sobre os 3 grandes escritores florentinos: Roberto Mesquita em Santa Cruz, Alfred Lewis na Fajãzinha e Pedro da Silveira na Fajã Grande das Flores.

A Câmara Municipal das Lajes das Flores juntou-se à associação MiratecArts como anfitriã dos escritores, que representam várias gerações. A Poça do Bacalhau foi o cenário para o grande momento de silêncio para a escrita criativa, que produziu peças a serem desenvolvidas para publicação. Assim, a ilha das Flores vai para as outras ilhas e para o resto do mundo, nas palavras destes talentos de escrita.

“Num espaço sobejamente caiado pelos velhos melancólicos olhos,
Experiencializa-se aquilo que muito se sonha em sonhar participar.
Num todo rigoroso de horas combinadas, vive-se o cheiro da inconstância do momento que há de vir. É sempre num amanhã que se sonha aquilo que se perdeu ontem ou se desconhece quem realmente se é.” escreve Carolina Cordeiro, a vencedora do Prémio de Escrita MiratecArts 2016, sobre esta experiência única no Fringe.

Escritores portugueses do Canadá e da Galiza investiram para se juntar ao encontro, assim enriquecendo a experiência dos participantes açorianos em termos das conexões com a nossa Diáspora e com o que se faz fora do arquipélago.
“Avassalador,” descreve Tiago Alves Costa, escritor portuense residente na Galiza, da sua primeira experiência nos Açores e ao chegar ao inconfundível cenário da Poça do Bacalhau.
“É idílico este espaço. Regressar à ilha das Flores e participar no Encontro Pedras Negras é regressar ao ventre materno e reencontrar os irmãos perdidos. É reconfortante, retemperador, apaixonante!” expressa o micaelense Pedro Paulo Câmara.

O trabalho realizado no encontro vai ser publicado pela MiratecArts. O III Encontro Pedras Negras de escritores açorianos vai acontecer em 2017, na ilha do Pico. O encontro também abraça escritores portugueses a viver fora de Portugal, no espírito do Fringe.

DL/MA

Categorias: Cultura

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