BE não aceita esperar seis anos pela proibição do abate de animais abandonados

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O parlamento açoriano aprovou esta terça-feira, dia 10 de maio, a proibição do abate de animais de companhia errantes e abandonados, mas empurrou a entrada em vigor desta proibição apenas para o ano de 2022. O Bloco de Esquerda não aceita que se espere seis anos para acabar com o abate de cães e gatos abandonados e, por isso, votou contra a proposta.

Segundo uma nota enviada à nossa redação, Zuraida Soares, deputada do BE, considera que o prazo inicialmente estabelecido para a entrada em vigor – 120 dias – seria razoável e daria o tempo necessário às autarquias para se adaptarem a esta nova realidade.

“Esperar 120 dias era razoável. Esperar seis anos é fazer pouco deste parlamento”, frisou a deputada.

A proteção dos direitos dos animais sempre fez parte das lutas do Bloco de Esquerda, e Zuraida Soares recordou, por exemplo, o projecto de resolução, da iniciativa do BE, aprovado em dezembro de 2013, com recomendações de medidas para a defesa do bem-estar animal, nomeadamente a promoção da esterilização como forma de combater o abate de animais errantes. Lamentavelmente, esta medida – assim como outras – nunca foi implementada.

Se o Governo Regional tivesse uma real preocupação e interesse em acabar com o abate de animais errantes, teria começado a fazer este caminho a partir da proposta que o BE fez aprovar há mais de dois anos.

Aprovar agora uma proposta que só terá efeitos daquia a seis anos, só pode ser demagogia com preocupações eleitorais.

DL/BE

Categorias: Política

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