“O Culto do Espírito Santo pertence ao Povo Açoriano e deve continuar a ser celebrado espontaneamente”

O Culto do Espírito Santo pertence ao Povo Açoriano e deve continuar a ser celebrado espontaneamente

O Grupo Parlamentar do Partido Socialista destacou esta quarta-feira, dia 11 de maio, a importância que tem no arquipélago o culto ao Espírito Santo e as festividades em honra dos patronos, sublinhando que esta deve continuar a ser uma manifestação espontânea do povo Açoriano.

Segundo uma nota enviada à nossa redação, a posição foi defendida por Nuno Meneses, no plenário que está a decorrer na cidade da Horta, onde se debateu a primeira proposta de decreto apresentada por um grupo de cidadãos que visava a criação de um regime de apoio à festas em honra do Divino Espírito Santo e aos seus organizadores.

“Todas estas manifestações culturais acontecem espontaneamente, sendo que os seus intervenientes atuam de forma completamente voluntária e as festividades têm-se mantido ao longo do tempo. Criar um sistema de incentivos burocrático poderia até ter o efeito contrário, desencorajando os mordomos das Comissões de Festas e os Irmãos das Irmandades”, justificou Nuno Meneses.

O deputado socialista lembrou ainda que estas festas populares já são apoiadas pelas autarquias locais, um apoio “mais adequado e mais equilibrado, pois é feito caso a caso, muitas vezes também na forma de logística, não padecendo do problema de abrangência e de adequabilidade de um apoio de nível Regional”.

Nuno Meneses revelou a existência de “algumas fragilidades no documento apresentado” acrescentando que “a proposta poderia resultar numa forma de condicionar e cristalizar a espontaneidade de atuação das comissões existentes”.

“Achamos que o Culto do Espírito Santo e as festividades em honra de patronos são manifestações culturais de enorme importância na nossa Região e merecem ser acarinhadas. No entanto, reunir todas estas festividades, de enorme diversidade e riqueza, resultado da vontade popular, num único diploma é tentar simplificar a complexidade própria das manifestações espontâneas. Este é um erro que não queremos cometer”, finalizou Nuno Meneses.

DL/PS

Categorias: Política

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