Serrão Santos defende reforço do POSEI em encontro com Juncker

Serrão Santos defende reforço do POSEI em encontro com Juncker

Esta, terça-feira, dia 10 de maio, o eurodeputado açoriano Ricardo Serrão Santos reuniu com o Presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker. A reunião, que se realizou em Estrasburgo, ocorreu no âmbito de um encontro com os deputados europeus provenientes das RUP (Regiões Ultra-periféricas).

Segundo uma nota enviada à nossa redação, Serrão Santos interveio para descrever a situação de crise que se vive no sector leiteiro europeu. Referiu uma má conjugação de factores como causa dos problemas. O embargo Russo e uma ineficaz regulação dos mercados estão a ter um impacto negativo significativo na produção leiteira europeia.

O Eurodeputado instou a Comissão a ser mais audaciosa, a tomar medidas de regulação do mercado e outras mais particulares para responder a especificidades como as da produção leiteira açoriana. Salientou tratar-se “de uma questão europeia que deve merecer uma resposta europeia”.

O eurodeputado açoriano defendeu ainda o reforço do envelope do POSEI, enquanto medida de mitigação dos efeitos da crise do preço do leite nas explorações açorianas, sensibilizando o Presidente da Comissão para a importância do sector para a economia da região mas também para o país. Ricardo Serrão Santos referiu que os Açores com apenas 2,5% da população nacional são responsáveis pela produção de 30% do leite e 50% do queijo português. O deputado europeu enfatizou ainda o esforço de modernização que produtores e Governo, através das políticas públicas, fizeram ao longo dos últimos anos e que se traduz na existência de um sector leiteiro jovem e dinâmico na Região, capaz de continuar a ser, desde que devidamente “amparado” por políticas europeias equilibradas e responsáveis, um dos motores do desenvolvimento económico da Região.

Serrão Santos também abordou o tema das pescas. A este propósito disse que “há que ter em atenção que as RUP não são o centro do problema na gestão das Pescas”. Relembrou que “nas RUP portuguesas e espanholas não são admissíveis redes de arrasto ou redes de cerco de profundidade. Portanto, as medidas Europeias devem incidir sobre essas pescarias danosas e não no aumento da burocracia e outras barreiras para os pescadores artesanais das RUP. As RUP, no que se relaciona com a gestão das pescas, são um exemplo e não um problema”.

DL/PS

Categorias: Política

Deixe o seu comentário

Your e-mail address will not be published.
Required fields are marked*