Convenção Nacional rejeitou a proposta dos Lions Clubes dos Açores

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O plenário da XLVII Convenção Nacional do Distrito Múltiplo 115 dos Lions de Portugal rejeitou, por larga maioria, num processo de votação polémico, discutir a proposta dos Lions Clubes da Região Açores de uma nova organização lionística no País.

A decisão da maioria absoluta dos delegados, teve como base o parecer da Comissão de Estatutos e Regulamentos que foi emitido em data posterior ao prazo estatutário a que o Presidente do Conselho Nacional de Governadores está obrigado para comunicar a todos os Lions Clubes a admissibilidade ou não de propostas, refere fonte do Lions da Lagoa, adiantando que, por causa disso, aquele parecer estava inquinado de nulidade.

“Antes, e por comunicação formalizada pelo CNG, havia sido confirmada a admissibilidade da proposta açoriana, para deliberação mas, no momento da apresentação, de forma inexplicável e na sequência de intervenções, manifestamente, contrárias, a Mesa da Convenção perdeu o controlo, permitindo o uso da palavra a dirigentes, sem contagem de tempo, e todos eles contra a proposta dos Açores, e não dando tratamento igual aos delegados açorianos para contraditório”, referiu a mesma fonte.

Segundo explica, “a desorientação foi tal que, quando se afirmou que os Lions dos Açores estavam presentes no uso pleno dos seus direitos e deveres, houve quem apelidasse os Lions açorianos de faltar à verdade, como se fosse possível que os nossos delegados recebessem credenciais sem terem cumprido com todos os compromissos de quotizações. A desorientação foi pior ainda, quando, os Lions dos Açores foram acusados de pretenderem o fim do Lionismo em Portugal e quando o Presidente da Comissão de Estatutos e Regulamentos, ele próprio, com respeito, mantendo, no entanto, o entendimento de que a proposta dos Açores não podia ser discutida, propôs, na ocasião, uma conversa alargada sobre o assunto, que seria muito útil para todos os Lions de Portugal porque daria a oportunidade de se conhecer melhor a situação e reservar para mais tarde uma ponderada decisão. Mas, nem mesmo assim, a Mesa da Convenção anuiu, dando um registo de falta de consideração para com todas as sensibilidades em presença, não estando, portanto, à altura dos acontecimentos“.

Mais, “em declaração de voto, os delegados açorianos disseram que não tinham sido eles que se auto excluíram do debate, mas tinha sido a Convenção a exclui-los desse debate, que continua a ser urgente, reafirmando que o Lionismo em Portugal haveria de sobreviver, com os acomodados do costume mas, sem o empenho e o entusiasmo dos Lions dos Açores não será nunca mais bem o mesmo. Em toda esta confusão da Mesa da Convenção, que em nada abona ao Lionismo, os delegados açorianos foram sempre apoiados pelos delegados do Lions Clube Lisboa Tejo“.

Fonte dos Lions de Lagoa refere que faltou o bom senso e a observância do Código de Ética.

DL/LCL

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