Em resposta à Pedagogia de B.P.

escuteiros Santa Cruz_mar16É impossível falar no Movimento Escutista e na sua Pedagogia sem se associar o nome do seu educador nato: Baden-Powell.

Eu, como escuteiro que sou, analiso bastante a sua forma de educar: a típica educação inglesa.
Educar será tanto como preparar o Homem para respeitar os outros, os direitos fundamentais dos outros.

B.P. como bom cidadão e defensor do patriotismo sabe bem que a filosofia educativa não é algo fácil, pois poderá, por si só, degenerar em alguns casos, num excessivo pragmatismo e até em exacerbados individualismos.

É tempo de nos perguntarmos pelas linhas gerais do método pedagógico que B.P. legou à sua obra. Eu creio que se pode definir como uma das mais felizes simbioses de tudo o de mais válido têm os ensinamentos modernos, temperados por um conjunto de princípios básicos de natureza cívica, moral e religiosa, sempre velhos e sempre novos, porque devem prescindir para a formação do Homem de ontem, de hoje e de amanhã.

Pode dizer-se, sem forçar muita a verdade, que o princípio geral do método pedagógico de B.P., assenta na adaptação consistente e ativa do processo educativo às características do escuta, tornando-as presentes em todas as suas experiências ou atividades.

O escutismo é, antes de mais, um jogo em que os mais variados temas põem à prova toda a quente imaginação sensível da criança e a mais realista imaginação intelectual do adolescente.

O escuteiro tem sempre algo para fazer: o acampamento é um autêntico laboratório de ensaios, de experiências e de manobras.

Esta vida, porém, assenta numa organização comunitária que constitui um verdadeiro segredo do poder operacional do método. Os grupos caracterizam-se essencialmente pela vontade de poder ou afirmação da força física e/ou moral e pela necessidade da glória coletiva.

Baden-Powell aproveita esta tendência natural, imprimindo uma dinâmica que se norteia pelos sentidos de cavalaria: respeito pelos bons costumes como um dever de honra e lealdade.

Devo terminar as minhas considerações, mas não o posso fazer sem dirigir uma palavra àqueles que são verdadeiramente o corpo e alma do Movimento: todos os Escutas.

Amai o vosso bando, amai a vossa patrulha, amai a vossa equipa, amai o vosso Clã, amai os vossos dirigentes, amai a vossa Sede, amai a vossa farda; numa palavra, amai humildemente, mas como tenacidade a vossa Promessa, porque se o fizerdes honrar-vos-eis a vós próprios, servireis os Irmãos, engrandecereis o Reino de Deus e da Igreja e sereis uma esperança da Pátria. Alerta!

Caminheiro, Bruno Ribeiro

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