Poesia: “A Tua Cara-Metade”

Joao Silverio sousa poesia-Jornal-Diario-da-Lagoa

1
Quem procura sempre encontra
Diz o antigo e é verdade
Pelo vidro de uma montra
Viu minha cara-metade.
2
Muito sério mas feliz
Numa jogada de artista
Lembrei-me que alguém diz
Amor à primeira vista.
3
Num momento me concentro
Com tamanha felicidade
Ao ver que do lado de dentro
Estava a minha cara-metade.
4
Logo me fiz ao piso
E me pus a assobiar
Com um pequeno sorriso
E um piscar de olhar.
5
A resposta veio de pronto
Que me entrou no coração
Porque ela marcou um ponto
E eu um ponto de exclamação.

6
Mais forte que um edifício
E com lata de autor
Porque ali foi o início
Do meu querido e grande amor.
7
Essa mulher que encontrei
Com seus olhos cheios de brilhos
Foi a esposa que amei
Hoje é a mãe dos meus filhos.
8
Linda com tal sorriso
Essa mãe dos filhos meus
Deu-me tudo o que era preciso
Até os carinhos seus
Fez-me chegar ao Paraíso
E entrar nas portas dos céus.
9
Hoje é uma boa mãe
Como um Anjo de marfim
Feliz daquele que tem
Uma companheira assim.
10
Seus filhos são seus amores
Carinhosos e bem educados
Por isso multiplique as flores
No dia dos namorados
11
Quem ama com alegria
E mostrar seu amor sem fim
Faça dele um grande dia
O dia de São Valentim.
12
Como amar não é pecado
No amar não há rancor
Amar é ver um apaixonado
Nos braços do seu amor.
13
Amar é uma paixão
Que não se compra nem se vende
Amar é abrir seu coração
Por outro coração que o prende.
14
A juventude hoje namora
Têm direito de namorar
Ele bate-lhe e ela chora
Isso já não é amar.
15
Quem ama nunca ofende
Quem ama mostra respeito
Quem ama se arrepende
De algo mal que tenha feito.

16
Quem ama só cria laços
Como quem a pedir reza
É saber abrir os braços
Mesmo a quem te despreza.
17
Há muita mulher amada
Quero seja ou não viçosa
Mas a rosa mesmo desfolhada
Nunca deixa de ser rosa.
18
Ama sempre até ao fim
Dois juntos apaixonados
Lembra São Valentim
No dia dos namorados.
19
Despeço-me amigos queridos
De mim ninguém tenha dó
Porque dois corações unidos
Sempre é melhor que um só.

Por: João Silvério Sousa
(Publicado na edição impressa de fevereiro de 2016).

Categorias: Cultura, Poesia

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