“Arigato” fala sobre as Romarias Quaresmais de São Miguel

Jose Andrade livro Joaquim Figeueiredo Arigato

A Casa dos Açores de Lisboa recebe a apresentação do livro “ARIGATO – 1200 Km em 45 dias a pé no caminho dos 88 Templos de SHIKOKU”, da autoria de Joaquim Figueiredo, experimentado caminhante de percursos espirituais.

A apresentação da obra será feita por José Andrade numa sessão que tem lugar já esta sexta-feira, dia8 de janeiro, na sede da Casa dos Açores, em Lisboa.

Esta sessão conta com a participação do Embaixador do Japão em Portugal, Hiroshi Azuma, e encerra com um momento musical por Valter Pinho.

“Arigato” é o terceiro livro do autor e relata as vivências, aprendizagens e todas as adversidades experienciadas ao longo de 45 dias e 1200 km, percorridos a pé, por caminhos espirituais, visitando 88 templos, em redor de uma das muitas ilhas do Japão.

Este livro foi publicado a 26 de outubro de 2014, sendo a edição do “Mensageiro da Poesia”, que é uma associação cultural poética” situada na Amora, concelho do Seixal, que procura divulgar poetas e autores.

Segundo o autor o livro descreve a minha romaria à volta da ilha de Shikoku, no Japão. Descreve a imensa diversidade dos elementos naturais avistados, também os templos budistas, os contactos casuais com outros romeiros, as dificuldades e facilidades em fazer esse longo caminho, muitas vezes sozinho, mas sobretudo a aprendizagem retida e que me levou a regressar muito mais rico.

Mas neste livro vem igualmente uma referência às Romarias Quaresmais que decorrem anualmente na ilha de São Miguel, no qual o autor tem vindo a participar nos últimos seis anos.

Diz Joaquim Figueiredo que era inevitável pelo simples facto de que “sendo eu um romeiro, que já fez seis romarias quaresmais micaelenses, não comparar estas com essa romaria japonesa. São muito semelhantes. A começar por ser também, em Shikoku, uma romaria em volta de uma ilha. Os romeiros entram em 88 templos budistas, porque no Japão é essa a filosofia de vida. Aos romeiros é solicitado um traje tradicional, neste caso apenas de cor branca, não interessando o modelo de roupa que enverguem, tem é que ser branco, transportando também um bordão, mochila e o japamala que é o terço budista com 108 contas”, referiu.

Em declarações ao Jornal Diário da Lagoa, o autor adianta que “as diferenças entre as romarias micaelenses e as de Shikoku está na sua história, ou no seu aparecimento, também nas intenções, porque é diferente a religião, e na forma de a fazer, porque em Shikoku pode-se fazer a romaria durante todo o ano, podendo ir sozinho ou em grupo. Por isso o percurso, a fazer em Shikoku, está rigorosamente sinalizado”.

Conta ao nosso jornal que nos últimos cinco anos tem feito muitos percursos religiosos e espirituais pedestres numa tentativa de descobrir e saber mais de si. “A maioria de nós vive e morre sem saber, e sem usar, todas as potencialidades com que nasce. Somos seres divinos com capacidades ilimitadas. E como não há escolas que nos ensinem, muitas destas capacidades são descobertas com a meditação, com a observação e entendimento, com a solidão, com a fé e a energia que emanamos. Com estas viagens, que tanto podem ser feitas em caminhos religiosos, espirituais e turísticos, tento sempre regressar melhor do que fui. Procuro ser feliz e contribuir para a felicidade dos outros. Por isso escrevo livros dessas minhas experiências, por isso dou palestras da arte de bem caminhar e viajar”, recorda.

Ainda segundo o autor, a apresentação apresentação do “Arigato” na Casa dos Açores em Lisboa acaba por ser um dos seus sonhos. “A apresentação do livro estará a cargo do conhecido deputado açoriano José Andrade, que também discorrerá sobre o meu anterior livro “Segredos Revelados – Uma Viagem à Ilha e às Romarias Quaresmais Micaelenses”. Gosto muito dos Açores e estar na Casa dos Açores é como estar em minha casa”.

Joaquim Figueiredo marcará uma vez mais presença nas Romarias Quaresmais de São Miguel este ano. “Desde 2009 que não falhei uma. Sempre em ranchos diferentes e nos quais sempre participei por convite. Tenho assim o privilégio de vivenciar experiências diferenciadas de fazer esta romaria quaresmal micaelense, única no mundo na forma como é realizada”, recorda.

Joaquim Figueiredo, natural da Chamusca, é peregrino dos Caminhos de Santiago e presença habitual no Fundão aquando das realizações de caminhadas pelo Caminho do Este, que passa no concelho do Fundão.

DL

Categorias: Cultura, Local

Deixe o seu comentário

Your e-mail address will not be published.
Required fields are marked*