Sérgio Ávila afirma que valeu a pena o caminho percorrido pelos Açorianos

Sergio Avila ALRA debate plano orçamento novembro 2015

Vice-Presidente do Governo dos Açores fez, na Horta, no decorrer da discussão da proposta do Plano e do Orçamento da Região para 2016, um balanço da evolução dos indicadores económicos e sociais que quantificam o desenvolvimento regional verificado ao longo da legislatura.

Sérgio Ávila, numa intervenção na Assembleia Legislativa, começou por recordar que o mandato teve início “num momento muito difícil para as famílias e para as empresas açorianas”, gerado por uma crise internacional “conjugada com um brutal programa de ajustamento orçamental concretizado pelo Governo da República.”

Segundo o Vice-Presidente, “a taxa de crescimento do emprego nos Açores é atualmente a mais elevada dos últimos 13 anos”, com aumentos consecutivos há seis trimestres, acrescentando que “há 13 anos que não se verificava um ritmo tão elevado de criação de emprego nos Açores.”

Sérgio Ávila salientou também que, no início da legislatura e de acordo com o Instituto Nacional de Estatística, “verificava-se uma retração de três por cento da economia”, registando-se agora um crescimento de 2,8 por cento, que qualificou de “assinalável”.

Outro indicador a que aludiu foi o da balança comercial, tendo recordado que “as importações excediam as exportações em 20 milhões de euros”, salientando que “neste momento esse saldo é de apenas quatro milhões de euros.”

O Vice-Presidente disse ainda que “no setor do turismo registam-se, desde novembro de 2014, há precisamente um ano, crescimentos em termos cumulativos e comparativos superiores a 13% nas dormidas.”

Sérgio Ávila sublinhou que os resultados alcançados derivam de políticas tornadas possíveis pela estabilidade das finanças públicas regionais, sucessivamente validada “por todas as entidades nacionais e europeias, como a Comissão Europeia, o FMI, o Banco Central Europeu, o INE, o Tribunal de Contas e o Banco de Portugal.”

Na sua intervenção, referiu ainda que as necessidades líquidas de financiamento dos Açores “representaram apenas 0,15 por cento do PIB” regional, “enquanto no país ultrapassou os 7,2 por cento do PIB nacional”, ou seja, “os Açores registaram no último ano um saldo orçamental 43 vezes melhor que o país, em relação ao correspondente nível de produção.”

Quanto à dívida pública dos Açores, e integrando todas as empresas do Perímetro Regional, salientou que “representa apenas 37 por cento do PIB da Região, enquanto no país ascende a mais de 130 por cento do PIB nacional”.

DL/Gacs

Categorias: Regional

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