Duarte Freitas não se conforma com problemas sociais que afetam os açorianos

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O presidente do PSD/Açores afirmou que não se conforma com os problemas sociais que afetam grande parte da população açoriana, tendo garantido que o combate à pobreza será “prioritária” para um futuro governo regional social-democrata.

Duarte Freitas, que falava na apresentação do livro que contempla as propostas recolhidas na sociedade civil pelo Conselho Consultivo de Independentes do partido, salientou que é seu compromisso “o combate à pobreza e aos problemas sociais que afligem a nossa Região” e que que estas “devem ser prioridades para o futuro próximo”.

O líder dos social-democratas açorianos lembrou que no arquipélago “cerca de 70 por cento dos agregados familiares têm rendimentos inferiores a 530 euros mensais”, o que faz com que a necessidade de retirar as pessoas deste cenário de risco de pobreza deva “ser um objetivo, não apenas do PSD/Açores, mas da sociedade açoriana”.

Para o presidente do PSD/Açores, o mais importante é “aliviar o sofrimento de milhares de crianças que precisam de apoios sociais e de dezenas de milhares de doentes que esperam por uma consulta ou cirurgia”, trabalhando ao mesmo tempo para “garantir aos empresários melhores condições para que possam criar riqueza e mais postos de trabalho e dar esperança aos jovens que querem trabalhar”.

Duarte Freitas destacou o trabalho do Conselho Consultivo de Independentes na procura de “novas soluções para uns Açores melhores”, bem como o “extraordinário contributo” que muitos cidadãos deram para a elaboração dessas propostas.

O líder social-democrata elogiou a “enorme dedicação” de todos os que colaboraram na elaboração deste trabalho, cujas conclusões vão ser tidas em conta no programa de um futuro governo regional social-democrata.

O livro com as propostas do Conselho Consultivo de Independentes do PSD/Açores apresenta várias medidas “que permitirão aos açorianos encarar o futuro com esperança”.

Na área dedicada à Família, dá especial atenção às crianças em risco, propondo uma estrutura que permita uma maior ocupação dos tempos livres e a passagem dos programas de apoio às crianças sinalizadas dos Centros de Saúde para a Segurança Social.

Na área da Saúde são apresentadas várias propostas das quais se destaca a aposta na informatização do sistema que permita uma verdadeira prescrição eletrónica, com a utilização, por exemplo do número de cartão de utente nas farmácias, que estaria associado à receita anteriormente prescrita pelo médico.

No apoio aos idosos é preconizada uma aposta nas famílias de acolhimento e um aumento ao serviço de apoio domiciliário.

A problemática do emprego é, por sua vez, analisada pelo Conselho Consultivo de Independentes, com especial profundidade.

De entre as várias medidas apresentadas, destaca-se a ligação do mercado de trabalho ao ensino, de modo que a formação profissional corresponda às reais necessidades dos potenciais empregadores.

Neste segmento é ainda realçada a urgência em agilizar processos que permitam o investimento privado, nacional e estrangeiro.

Na área da Cidadania, o estudo aposta, mais uma vez, na Educação, preconizando a introdução de disciplinas relacionadas com cidadania nos currículos escolares, desde o pré-escolar ao 12º ano, bem como a introdução de voluntariado ou serviço comunitário no 12º ano.

O estudo conclui, também, que é necessária a criação de uma nova empresa de comunicação social audiovisual que, através de serviço público, promova os valores de cidadania.

A terceira parte do estudo é dedicada ao Desenvolvimento dos Açores. Após uma profunda análise são feitas diversas recomendações, de onde se destacam, a renovação da frota marítima para responder às necessidades de passageiros e carga e a liberalização do transporte marítimo, à semelhança do que está em curso para o transporte aéreo.

A redução acentuada dos preços dos transportes inter-ilhas para dinamizar a economia da Região é também uma proposta defendida pelos especialistas.

Na quarta área do estudo, dedicada à Economia, são apresentas vinte ideias, entre as quais o pagamento semanal de salários (o que para além de permitir uma melhor gestão do orçamento familiar, “aqueceria a economia); e a produção de bens e serviços transacionáveis de alto valor acrescentado aos quais estaria associada a marca Açores.

Os especialistas defendem, também a proteção de empresas e comércio tradicional local, através de controlo de licenciamento, para impedir cópia de boas ideias.

Estas são apenas algumas das muitas propostas feitas pelo Conselho Consultivo de Independentes constituído e apoiado por um vasto grupo de personalidades especializadas em várias áreas.

Para o Conselho Consultivo de Independentes, o diagnóstico exaustivo à realidade açoriana identifica muitas fragilidades, pelo que é necessário reforçar políticas e investimento para que a Região possa fugir das posições negativas que tem em rankings nacionais, como os de insucesso escolar, abuso sexual, abandono escolar, violência doméstica, consumo de álcool, pobreza persistente, dificuldade no acesso aos cuidados primários de saúde ou nas listas de espera para cirurgias.

O Conselho Consultivo de Independentes teve como coordenador geral o escritor e jornalista Joel Neto e foi constituído por quatro grupos temáticos.

A professora universitária Ana Margarida Furtado foi a coordenadora do grupo Família, Catarina Furtado, Mestre em Ambiente, Saúde e Segurança, coordenou o grupo Desenvolvimento, o professor Carlos Bessa coordenou o grupo Cidadania e o gestor bancário Nuno Araújo coordenou o grupo Economia.

DL/PSD

Categorias: Política

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