Apesar de uma grande variedade de alimentos come-se cada vez pior

Farmer's Market - Organic Vegetables

Apesar da grande variedade de alimentos que se podem encontrar atualmente, sendo que a maioria já se cultiva nesta terra fértil açoriana, a verdade é que a alimentação continua a ser deficiente.

Nas escolas, são muitas as crianças que apresentam déficetes de uma alimentação equilibrada e de fácil constatação face ao número de crianças que apresentam níveis de obesidade.

Integrado no seu plano de atividades o Departamento Especializado de Orientação Pedagógica da Escola Básica e Integrada de Lagoa organizou uma Sessão de Sensibilização, dirigida aos pais e encarregados de educação, no âmbito do Dia Mundial da Alimentação, oficialmente assinalado a 16 de outubro.

Segundo a educadora Ermelinda Medeiros, o encontro acabou por ser positivo, embora reconheça que a presença dos pais ficou muito aquém do desejado e do esperado.

“O número reduzido de pais presentes acaba por refletir a situação que se vive nas escolas”, considerou em declarações ao Jornal Diário da Lagoa.

O principal objetivo da sessão passou por alertar para a necessidade de uma alimentação saudável, principalmente nas crianças, uma faixa etária onde se constata graves problemas nesta área, e para os próprios professores acabou por ser positivo pois esta é mau questão que é vivida diariamente nas escolas, aumentando assim os conhecimentos para poder lidar melhor com a situação.

A educadora considera que nunca se comeu tão mal como se come agora, e não é por falta de alimentos, até porque, nos Açores, produzem-se muitos dos alimentos que devem fazer parte da nossa alimentação diária.

“Há situações que se deve alterar e estas sessões ajudam a alertar para hábitos saudáveis. Há muita informação, mas é preciso filtrar e perceber o que se deve comer, como e quando”.

Ermelinda Medeiros considera que em casa as crianças deveriam ter outros hábitos alimentares, mas fruto de várias situações isso não acontece, e é de fácil perceção, uma vez que a maioria das crianças comem na escola e é percetível as dificuldades em comer certos alimentos.

No âmbito da própria sessão de sensibilização, foi possível perceber as dificuldades em educar para comer saudável por parte de alguns pais.

Segundo a educadora, este é um processo que a escola não se pode demitir, e tudo fará ao que estiver ao seu alcance para ajudar numa melhor atenção ao assunto.

Caminhando para uma alimentação saudável
Nesta sessão marcou presença a nutricionista Raquel Marinho que, em declarações ao nosso jornal, considerou que as crianças cada vez comem pior e mexem-se pouco.

Segundo referiu, a ação de sensibilização teve por base tentar mostrar que a alimentação não tem que ser complicada. “ A alimentação tem de ser simples, não é necessário ter grandes gastos para ter uma alimentação mais saudável”, considerou.

Raquel Marinho semanalmente faz consultas no Centro de Saúde de Lagoa, e a maioria dos casos que lhe chegam às mãos são de crianças com problemas de obesidade. A nutricionista considera que esta é uma situação que necessita de ser alterada.

Raquel Marinho recorda que as consultas são gratuitas, e qualquer pessoa pode fazê-la por iniciativa própria, bastando para isso dirigirem-se ao centro de saúde.

DL

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