Pais devem controlar tempo de permanência das crianças dentro de água

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“A otite externa é típica do Verão por causa do contacto com a água de forma mais intensa e frequente. É a chamada otite do nadador, mais frequente nas crianças dos sete aos doze anos, e, normalmente estraga as férias. Para a evitar, os pais devem controlar o tempo de permanência das suas crianças dentro das piscinas e na água da praia”, alerta António Sousa Vieira, Coordenador da Unidade de Otorrinolaringologia do Hospital Lusíadas Porto.

E acrescenta: “Trata-se de uma inflamação do ouvido externo, que é constituído pelo pavilhão auricular (a orelha) e pelo canal auditivo externo. Na maioria das vezes tem origem infecciosa ou fúngica. As bactérias que a provocam são sobretudo o Staphylococcus aureus – bactéria que existe na nossa pele e fossas nasais, mas que pode causar infeções – e Pseudomonas aeruginosas – que se desenvolve em ambientes húmidos”.

A criança poderá queixar-se de dor, sensibilidade e comichão, geralmente num dos ouvidos, audição abafada ou sensação de bloqueio do ouvido, e febre nos casos mais graves.O es

pecialista alerta ainda: “No caso de otites externas de repetição, é necessário arranjar soluções que vão repelir a água, como 2-3 gotas de óleo de amêndoas doces ou vaselina antes de ir para o banho”.

A criança deverá evitar nadar ou colocar a cabeça debaixo de água enquanto a infeção não tiver passado. Se tomar banho de chuveiro, deverá evitar que a água se introduza diretamente no ouvido.

DL/LPM

Categorias: Saude

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