Para Serrão Santos aumento do plástico nos oceanos resulta de falha de mercado

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O eurodeputado Ricardo Serrão Santos, organizou esta quarta-feira, enquanto vice-presidente para a Biodiversidade e serviço dos ecossistemas” do Intergrupo “Mares, ilhas, rios e zonas costeiras”, uma conferência sobre o impacto do lixo marinho nos ecossistemas.

A conferência que decorreu no Parlamento Europeu, em Bruxelas, contou com a presença de Christopher Pham, do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade dos Açores, de Marianne Wenning, Directora para a “Qualidade de Vida, Água e Ar” da Direção Geral do Ambiente da Comissão Europeia, de Arlete Sogorb, Presidente da Associação Europeia de Mamíferos Aquáticos, do Zoo de Lisboa e de Bernard Merkx, Gestor de Porjetos, da Waste Free Oceans Foundation.

Na sua intervenção Serrão Santos começou por afirmar que “nas últimas décadas a poluição dos oceanos por plásticos foi reconhecido como um problema ambiental muito sério. Com um incremento global anual na produção de plásticos que ronda os 300 Milhões de toneladas, uma percentagem significativa, entre 5% a 10%, termina o seu ciclo como lixo marinho”.

Para o eurodeputado socialista, que é Doutorado em Biologia e dedicou grande parte da sua carreira ao estudo dos ecossistemas marinhos, “a acumulação de lixo no oceano é antes de mais uma falha de mercado, uma vez que a indústria não é suficientemente responsabilizada pelo destino dos seus produtos”.

Ricardo Serrão Santos referiu que “espécies carismáticas as tartarugas, as aves marinhas e os mamíferos marinhos sofrem com a ingestão de lixo marinho”. Deu como exemplo “o caso das tartarugas marinhas que confundem plástico com águas-vivas acabando por morrer com o estômago cheio de lixo. Eu vi isto acontecer nas ilhas dos Açores, no Oceano Atlântico”, enfatizou.

A degradação do plástico em micro e nano plásticos tem como resultado a contaminação de toda a cadeia alimentar e a bio-acumulação ao longo tem consequências na saúde humana.

A finalizar Serrão Santos reconheceu, até peal própria composição dos participantes na reunião que coordenou “a solução para o problema do lixo marinho convoca a participação e o conhecimento de vários setores, incluindo a indústria, ciência, política, ONG e os cidadãos”. Recentemente foram propostas algumas medidas interessantes, no sentido de prevenir o lixo marinho de entrar nos oceanos. Uma delas, que já foi tomada por vários países europeus, inclusivé por Portugal e pela Região Autónoma dos Açores, e que terá efeitos positivos é a redução da utilização de sacos de plástico.

DL/GDPE

Categorias: Política

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