Berto Messias defende debate muito alargado na sociedade Açoriana sobre futuro da Autonomia

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O Presidente do Grupo Parlamentar do PS Açores defendeu no programa Grande Plano da RTP/Açores a necessidade de “um debate muito alargado na sociedade açoriana sobre as propostas apresentadas pelo Presidente do Governo no Dia da Região e sobre o futuro do nosso sistema autonómico.

O Líder Parlamentar socialista considera de “enorme relevância a postura de Vasco Cordeiro, ou seja, um Presidente do Governo e Presidente do PS, que apesar de ter uma maioria absoluta conferida pelos açorianos nas últimas eleições, não se acomoda nem se esconde atrás dessa maioria e tem a coragem de lançar um debate reformista deste tipo, aliás em coerência com o património reformista que o PS Açores sempre defendeu e implementou na Região. Recorde-se por exemplo a introdução da limitação de mandatos na última revisão do nosso Estatuto Político-administrativo, a Lei eleitoral que aumentou a pluralidade do Parlamento ou o novo regime de audição dos indigitados para Presidentes dos Conselhos de Administração das Empresas Públicas açoriana, propostas e aprovadas pelo Partido Socialista.”

Berto Messias referiu ainda que “os cidadãos querem debater estas questões e outras também relevantes que devem ser consideradas no âmbito da reforma do sistema autonómico, no âmbito da transparência, da fiscalização da ação governativa, da forma como os cidadãos sabem e são informados sobre como os recursos públicos e o dinheiro que descontamos todos os meses é aplicado e não se pode dizer que debater estas questões implica que deixemos de estar focados em matérias importantes como o combate ao desemprego e o desenvolvimento económico e social dos Açores. Uma coisa não invalida a outra, pelo contrário”.

Messias defende ainda que “todos devem agora apresentar as suas ideias e o que pretendem para o futuro. Julgo que este é o momento certo e devemos fazê-lo de forma genuína e séria, sem encenações e sem estereótipos porque há duas coisas que os políticos não podem fazer, partir do pressuposto que os eleitores não sabem e não querem debater estas questões porque é tudo muito complicado, ou ter uma resistência primária à mudança. Se o fizermos seremos ultrapassados pelo tempo e isso é prejudicial para o futuro”.

DL/PS

Categorias: Política

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