Sofia Ribeiro defende o envolvimento da Diáspora na promoção dos produtos agro-alimentares Açorianos

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A Eurodeputada Sofia Ribeiro participou na Conferência “TTIP: diálogo entre parceiros”, que decorreu no Centro Cultural de Belém, numa iniciativa que considerou “muito interessante, numa lógica de transparência deste importante acordo comercial, cujos interesses nacionais e regionais têm de ser acautelados. É importante que todos saibamos bem o que acontecerá caso se confirme este acordo entre a União Europeia e os Estados Unidos”.

Numa iniciativa promovida pelo Parlamento Europeu e pela Comissão Europeia em Portugal, a Eurodeputada Sofia Ribeiro interveio no Debate I – Agricultura e indústrias agro-alimentares, juntamente com um membro da equipa de negociação do TTIP da Comissão Europeia e o Eurodeputado Miguel Viegas. Para Sofia Ribeiro “com toda a cautela que os acordos desta dimensão devem ter, a perspectiva é que este é um acordo muito importante para a Europa, uma vez que representa um novo parceiro comercial e um novo e enorme mercado de exportação, tendo em conta que a leste perdemos o mercado russo, especialmente para o sector agro-alimentar” tendo prosseguido “para Portugal, importa acompanhar de perto estas negociações e estar muito atento às questões das barreiras não tarifárias, pois muitas vezes é este o problema com a exportação dos nossos produtos para os EUA.”

De facto, e após uma fase inicial em que a Comissão Europeia foi criticada por apresentar pouca abertura na divulgação da evolução do processo negocial, foi comummente aceite por todos que este acordo poderá ser uma mais-valia para o sector agro-alimentar, inclusive para sectores como o tomate, que inicialmente era dos mais cépticos pela forte concorrência da produção dos EUA. Para Sofia Ribeiro “no entanto, há que ter cuidados redobrados em sectores como o dos produtos lácteos, fazendo valer as nossas certificações de qualidade europeia “Indicação Geográfica” e “Denominação de Origem Protegida” e apostando fortemente na promoção destes junto do mercado americano. Só assim, diferenciando-nos pela qualidade, é que poderemos ter algum sucesso e aproveitamento de um acordo com esta dimensão, para mais numa Região como a nossa, os Açores, que como sabemos, não pode competir pela quantidade, mas apenas e só pela qualidade”.

DL/GDSR

Categorias: Política

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