Cinema no Cine Auditório da Lira do Rosário

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O Cine Auditório da Sociedade Filarmónica Lira do Rosário tem recebido, de forma esporádica, sessões de cinema, que surgiram como forma de dinamizar o espaço e assim ajudar, financeiramente, esta sociedade.

O auditório instalado no edifício desta instituição, da cidade de Lagoa, foi remodelado, e atualmente tem condições dignas de uma sala de cinema, fruto do trabalho e empenho do lagoense José Castelo Borges, um apaixonado pela arte do cinema, principalmente na aérea da projeção.

Desde muito novo com o engenho e gosto por esta arte, agora já na idade da reforma, decidiu ajudar esta sociedade filarmónica dinamizando um espaço que não tem sido bem aproveitado, com sessões de cinema direcionadas, essencialmente, aos músicos e sócios da sociedade, não sendo contudo barrada a entrada aos demais interessados.

Desde 2005 que têm decorrido algumas sessões programadas para sócios e músicos, com a projeção de filmes de destaque na atualidade e alguns de outros tempos, sempre com o mesmo objetivo, a paixão e o gosto pelo cinema, assim como ajudar a própria instituição, dinamizando o espaço, principalmente na época baixa, quando a atividade da banda filarmónica é bastante reduzida ou quase nula.

O gosto e a paixão levaram este lagoense a dedicar-se à projeção de cinema, de uma forma completamente gratuita, sendo de destacar que é o proprietário de toda a maquinaria que é usada José Borges tem inclusive peças da história do cinema na ilha, entre as quais uma máquina, com cerca de 45 anos, adquirida ao Coliseu Micaelense em 1997. Em sua posse tem igualmente uma outra máquina com mais de 70 anos, ainda funcional, e cuja projeção é feita a carvão.

Em declarações ao nosso jornal confessa que gostava de fazer uma exposição com o muito material que tem em seu poder. Material que, segundo refere, todo ele em pleno funcionamento.

A sala da sociedade tem 84 lugares sentados e serve para várias atividades, desde reuniões, colóquios, teatro, entre outros.

Com as obras realizadas, a projeção e filmes poderá ganhar outro impulso, uma vez que José Castelo Borges tem por objetivo avançar com um ciclo de cinema, com sessões semanais, com filmes que marcaram a história do cinema.

“Faço pelo bem da freguesia”, diz à nossa reportagem acrescentando que “quando se gosta duma coisa, faz-se de tudo”.

DL

(Leia a reportagem completa na edição impressa de abril)

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