Ponte preocupado com problemas educacionais

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Durante a cerimónia de homenagem prestada pela Câmara Municipal de Lagoa ao Professor Leonardo Amaral, João Ponte abordou algumas temáticas que caracterizam o panorama educacional atual. 

Segundo o edil lagoense, nas últimas semanas, muito se tem debatido, de forma eufórica, acerca dos rankings e do sucesso escolar e, no entender do autarca lagoense “enquanto a educação servir de “arma de arremesso” político será difícil obter-se consensos e discutir os problemas do ensino com a serenidade e profundidade desejáveis”.

Para João Ponte, o ranking das escolas é, “um modelo de avaliação redutor e até pouco sério, que quase parece estar ao serviço das escolas privadas. Compara o que não é comparável, esquecendo o contexto social e económico dos territórios onde se inserem as escolas. 

Recorrendo ao futebol que usa uma linguagem universal, João Ponte ousou afirmar que: “comparar o ranking da Secundária da Lagoa com a que está em primeiro lugar, o Colégio de Nossa Senhora do Rosário, na cidade do Porto, é como comparar o Clube Operário Desportivo com o Futebol Clube do Porto!”

Está provado que o contexto social onde se inserem as escolas está intimamente ligado ao sucesso escolar e contribui em muito para baixar as médias escolares, e que para melhorar os resultados e o sucesso escolar é preciso também melhorar a condição social de muitos agregados deste concelho.

Assim, João Ponte reportou-se ao caso concreto do seu concelho que dispõe de uma elevada taxa de agregados familiares com apoio de RSI; que dispõe das taxas mais elevadas de desemprego, que tem muitos jovens que mesmo tendo estudado, têm como resposta o desemprego e rematou afirmando que “afinal parece que os resultados não são assim tão maus como parecem à primeira vista”.

Para o autarca, o que me parece mais importante, neste momento, é olhar para trás, ver de onde partimos e onde chegámos, sem tirarmos o foco no futuro e pensar que vamos continuar a melhorar e que somos capazes de fazer melhor. 

Segundo o ponto de vista do autarca, “nos últimos anos investimos, e bem, na educação, contudo, preocupamo-nos mais com o património físico e com a construção de grandes edifícios, do que propriamente com aquilo que deve ser a razão da existência da escola: o seu património humano que são os alunos”.

É indiscutível que “a disponibilização de novas escolas, melhor apetrechadas proporcionou melhores condições ao ensino, mas está na altura de focar a atenção nos alunos, inovar o ensino e investir ainda mais em programas de combate ao insucesso escolar”.

 

Nos últimos dez anos acentuaram-se as tensões entre os sindicatos de professores e a tutela, bem como o descontentamento dos professores relativamente a diversas matérias como a carreira docente, o estatuto dos professores, os concursos e as avaliações, que no entender do autarca em nada  contribui de forma positiva para o sistema educativo.

A desmotivação dos alunos e das próprias famílias que também é uma realidade vivida na Lagoa devido aos problemas sociais graves, não contribui positivamente para combater o abandono e o insucesso escolar.

São necessários pais e alunos mais exigentes, professores ainda mais motivados e auxiliares de educação ainda mais dedicados que procurem atingir a excelência na sua ação.

Aos professores: pede-se persistência para garantir que todos aprendam, pese embora saibamos que a priori esta é uma missão “quase impossível”.

Aos pais: exige-se um papel insubstituível no processo de acompanhamento da educação dos filhos!

Aos alunos: exige-se que primem pela excelência na obtenção de bons resultados, disse o autarca.

DL/CML

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