UE deve prever recursos financeiros para conter tráfico de espécies selvagens ameaçadas, defendeu Serrão Santos

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Esta segunda-feira, em sessão plenária do Parlamento Europeu que se realizou em Estrasburgo, o eurodeputado Ricardo Serrão Santos, defendeu que a adesão da União Europeia à Convenção CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção) é um passo positivo. Em discussão esteve uma recomendação do Parlamento Europeu para que a União Europeia adira àquela Convenção uma vez que, desde Novembro 2013, as Organizações de Estados também podem ser partes. Portugal, tal como todos os Estados da União Europeia, é signatário desta convenção.

Na sua intervenção o deputado europeu socialista referiu: “tenho acompanhado a sua implementação e posso atestar como progressivamente do CITES vai sendo cada vez mais eficiente”. Dando o exemplo dos Açores disse que “a aplicação deste instrumento tem dotado as forças da ordem da legitimidade para atuar e, junto dos cidadãos, tem contribuído para a sensibilização para a importância da salvaguarda das espécies selvagens”.

Sobre a situação internacional o eurodeputado chamou a atenção para o facto de ainda haver “muita atividade ilegal e outra não regulamentada. Assim, há que combater com todos os meios a utilização de fauna e flora selvagens quer seja em nome da “pseudociência vudu”, do colecionismo de organismos vivos, do mobiliário, das aplicações em bijuteria e objetos decorativos, incluindo o vestuário. Tendo salientado que “espécies como os gorilas, os rinocerontes, as tartarugas-marinhas e os corais continuam em perigo.”

Numa sessão que contou com a presença do português Carlos Moedas, Comissário para “Investigação, Ciência e Inovação” em substituição do Comissário do Ambiente, Serrão Santos, assinalou ainda a importância da União continuar a apoiar os Estados mais desfavorecidos na luta contra o comércio ilegal de espécies selvagens ameaçadas mas também os próprios estados membros e Regiões da União “reitero a importância das instituições comunitárias continuarem a apoiar esta Convenção e preverem recursos financeiros para que se possa, ainda com maior eficiência, aplicar os seus preceitos quer seja do ponto de vista legal, quer do ponto de vista policial e de segurança, quer do ponto de vista técnico, quer do ponto de vista de atuação no terreno”.

DL/GDPE

Categorias: Política

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