Câmara perpetua a memória dos combatentes na I Guerra Mundial

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Na Ribeira Grande foi inaugurado o monumento que recorda e homenageia os naturais do concelho que perderam a vida em combate na I Grande Guerra, com especial relevo para Adolfo Coutinho de Medeiros, tido como o primeiro ribeiragrandense falecido em combate.

O monumento, instalado no Jardim Paraíso, perpetua por ocasião do centenário da sua morte os homens da Ribeira Grande que deram a vida na guerra, uma iniciativa da autarquia em parceria com o núcleo de Ponta Delgada da Liga dos Combatentes. Antes da cerimónia de descerramento das placas evocativas, teve lugar uma missa na igreja Matriz em sufrágio dos combatentes.

Adolfo Coutinho de Medeiros nasceu na paróquia de Nossa Senhora da Conceição, ouvidoria da Ribeira Grande, no dia 7 de fevereiro de 1890. Era filho único de Eugénio da Silveira Medeiros, escrivão da Fazenda, e de Maria Carolina de Frias Coutinho, doméstica, também eles naturais da mesma paróquia. Batizou-se a 3 de maio de 1890, tendo servido de padrinho o conde da Fonte Bella, solteiro, e madrinha D. Carolina Paula Leonila da Silva, viúva.

Adolfo de Medeiros, na cidade de Genebra, Suíça, haveria de obter o grau de engenheiro químico (1910-1912), tendo, logo depois, viajado pela América do Sul (Brasil e Argentina) e pela Inglaterra, recreando-se e aperfeiçoando-se na área que escolhera para desempenhar funções profissionais.

Em finais do ano de 1913, fixou-se em Paris, cidade que já conhecia, com o intuito de aí vir a exercer a sua profissão. Parece não ter chegado a exercê-la. O apelo da guerra para a defesa da liberdade foi mais forte.

Existem vozes que afirmam que Adolfo Coutinho e Medeiros foi o primeiro português a combater na I Guerra Mundial e o primeiro soldado português a tombar nela. A decisão oficial da participação portuguesa na I Grande Guerra (o conhecido Corpo Expedicionário Português) só haveria de ocorrer no ano de 1916.

DL/CMRG

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