O presidente do Conselho Diretivo Regional da Ordem dos Enfermeiros levou ao Secretário Regional da Saúde o levantamento relativo à situação destes profissionais nas unidades de saúde da Região.

O documento agora entregue indica que a carência de enfermeiros é de 33% nos cuidados primários e de 11% nos cuidados hospitalares, apontando para a necessidade de 291 enfermeiros para uma dotação ideal do Serviço Regional de Saúde.

À margem da reunião, Rui Luís afirmou que “existem situações que devem ser atendidas com maior urgência”, recordando o compromisso de ter em atenção o levantamento realizado pela Ordem dos Enfermeiros.

O titular da pasta da Saúde não adiantou prazos, mas referiu que esta dotação terá de ser feita de forma faseada, provavelmente ao longo dos próximos quatro a cinco anos, o tempo necessário para conjugar a oferta com a procura.

Rui Luís salientou que o compromisso de rever as 35 horas no âmbito do contrato individual de trabalho, conjugado com as urgências, não permite soluções em simultâneo, por não haver enfermeiros suficientes.

Questionado sobre os custos para concretizar a dotação de enfermeiros, o Secretário Regional afirmou que, “se conseguirmos substituir as horas extraordinárias por trabalho efetivo de novos enfermeiros, temos o problema financeiro resolvido no imediato”.

Além das medidas que estão a ser tomadas, Rui Luís conta também com a reorganização dos serviços ao nível da gestão para mitigar a necessidade de enfermeiros.

O levantamento agora entregue ao Secretário Regional da Saúde resulta de um acordo de cooperação celebrado entre as duas entidades, que se iniciou em 2015.

DL/Gacs

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